Preto & Branco

Político perdeu a vida vítima de doença

Filipe Nyusi enaltece Daviz Simango

 A perda de vida do Presidente do MDM – terceira força política do país – Daviz Simango, surpreendeu a todos e deixou “órfãos” os munícipes da Beira, que o tinham como edil pelo quarto mandato sucessivo.  Após o anúncio da perda de vida de Daviz Simango, na madrugada de segunda-feira na África do Sul, onde se encontrava, há uma semana, hospitalizado, várias mensagens de condolência e reconhecimento da obra politica deste engenheiro de profissão e político vieram a público, incluindo a do estadista Filipe Nyusi.

 Destaque vai para mensagem do Presidente da República, Filipe Nyusi, que disse que o país perdeu uma das vozes mais importantes da sua história política. “Com a sua partida prematura, Moçambique perde uma das vozes mais importantes da história política recente do país”, escreveu Filipe Nyusi, numa mensagem divulgada na mesma segunda-feira na rede social Facebook.

Para Filipe Nyusi, Simango teve um papel importante na consolidação da democracia em Moçambique, destacando a sua contribuição como líder de um partido de oposição e também como membro do Conselho de Estado.

“As suas contribuições criaram novos valores no espaço político nacional, que nos deram um grande avanço na consolidação da convivência pacífica e harmoniosa entre os moçambicanos”, acrescentou o chefe de Estado moçambicano, endereçando condolências à família de Simango, aos membros do MDM e à cidade da Beira, uma das principais do país por si redigida. Os partidos com assento parlamentar juntaram-se as mensagens de condolências.

Segundo palavras do secretário- geral do MDM, José Domingos, “as complicações de saúde acabaram levando-o, deixando-nos com problemas, com muita dor e muita preocupação porque perdemos o nosso fundador, o nosso líder”, afirma secretário-geral do partido,

Por seu lado, o secretário-geral da Renamo, André Majibire, que representa o principal partido da oposição no país e o segundo com maioria parlamentar, recorda Simango, como um homem que deixou um legado importante, sobretudo, para a cidade da Beira.

“O engenheiro Daviz Simango, quando concorreu, pela primeira vez para a autarquia da Beira, a cidade tinha sérios problemas de fecalismo a céu aberto, mas graças à sua liderança, a situação passou para a história”, exemplifico Majibire.

Por sua vez, a Frelimo, partido no poder e com maioria parlamentar, considerou que Daviz Simango, foi um dirigente destacado na consolidação da democracia no país “Perdeu a vida um dirigente destacado na arena política nacional, que vinha desenvolvendo um papel profundo na consolidação da democracia moçambicana”, considerou Roque Silva, secretário-geral da Frente de Libertação de Moçambique(FRELIMO), em conferência de imprensa convocada a propósito da morte de Simango.

Roque Silva enalteceu o papel de Daviz Simango na qualidade de autarca da Beira e membro do Conselho do Estado, como marcos do compromisso do político com a pátria.

Segundo informação avançada pelo MDM, Daviz Simango, de 57 anos, sofreu uma paragem cardíaca que lhe provocou a morte, mas o partido remeteu para mais tarde quaisquer pormenores sobre o seu internamento na África do Sul, que já durava há mais de uma semana.

Daviz Simango, presidente do MDM, terceira força política moçambicana, e autarca da cidade da Beira foi transportado em 13 de Fevereiro por via aérea para uma unidade de saúde da África do Sul, devido a um problema de saúde súbito, e morreu durante a madrugada de segunda-feira (22 de Fevereiro).

Sentidas condolências à sua família e paz a sua alma. Simango deixa três filhos e viúva.

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