Preto & Branco

Desaire ou “falha”? das Seleções nacionais

Há quase 1 ano que o país continua sem provas internas, por conta da pandemia da Covid-19, os resultados da paralisação das competições são evidentes basta lembrarmos os resultados “falhados” alcançados recentemente pelas seleções nacionais nas provas internacionais, nomeadamente no Campeonato Africano das Nações (CAN) de sub-20 e a qualificação para a fase final do Afrobaskt.

Se para os Mambinhas foi a primeira vez a participarem do maior evento africano de futebol da categoria sub 20 o mesmo não pode se dizer da selecção sénior masculina de basquetebol que participam de apuramento de Afrobaskt desde 1981, vamos por partes.

Os Mambinhas partiram para Mauritânia como objectivos de ganharem o jogo inaugural diante de Uganda e foram surpreendidos com os Ugandeses e perderam por (0-2), os Mambinhas estavam em situação delicada na luta pelo apuramento aos quartos de final, visto que não podiam perder mais pontos.

48 horas depois do primeiro jogo o combinado nacional disputava a partida da segunda jornada, desta vez diante dos anfitriã Mauritânia, uma partida de tudo ou nada, para a inexperiente selecção nacional de futebol de sub-20, onde os Mambinhas voltaram a perder novamente por duas bolas sem concorrência, com esta derrota comprometiam-se os sonhos dos pupilos de Dário Monteiro que eram conseguirem o apuramento para a fase seguinte.

Já na terça jornada só para cumprir com o calendário diante dos Camarões líder da Série ’’A’’ em partida de despedida, os Mambinhas foram goleados de 4 a 1, ios Mambinhas terminavam a sua participação histórica no Campeonato Africano das Nações (CAN) de sub-20, prova que decorre até 06 de Março na Mauritânia.

A selecção sénior masculina de basquetebol de Moçambique iniciou na última sexta-feira, 19 de Fevereiro, a sua participação na terceira janela de apuramento ao Afrobasket que decorreu em Yaoundé, capital de Camarões, onde Moçambique estreou-se com derrota diante de Angola por  68 a 91, em partida válida para primeira jornada, por parciais 14-15, 29-41 e 48-66

resultado final em 68-91 a favor dos angolanos.

No segundo jogo Moçambique voltou a perder na terceira janela de qualificação ao Afrobasket 2021, concretamente com o Senegal que foi imponente e vincou a sua superioridade ao vencer por 84-43, 41 pontos de separação,  parciais 18-13,

37-26 e 66-33.

Já último jogo a selecção nacional de  conseguiu cumprir o que havia traçado para a terceira janela de qualificação para o AfroBasket 2021, que passava por vencer ao Quénia por mais de 17 pontos.

No entanto, os pupilos de Miguel Guambe ao vencerem por 44-71, ou seja 27 pontos de diferença atingiram o que pretendiam, mas as contas acabaram por não serem favoráveis.

Depois da derrota dos angolanos, as contas que ainda mantinham a esperança de Moçambique qualificar-se ao AfroBasket 2021 indicavam que em caso de vitória aos quenianos o cinco nacional entrava para a discussão do melhor quarto classificado dos cinco grupos, sendo que para tal o Ruanda (país anfitrião da fase final) deveria terminar na terceira posição.

No último jogo diante do Quénia, Moçambique entrou em campo com a lição bem estudada.

Eis que Moçambique entrou com Ermelindo Novela (base), David Canivete e Kendal Manuel (a extremos) e Inélcio Chire e Edson Monjane (a poste), cinco que esteve melhor no arranque do jogo e no final do primeiro período saiu a vencer por 13-15.

No segundo quarto veio ao de cima o excelente trabalho defensivo de toda equipa, com Ermelindo Novela a roubar bolas ao base contrário e Kendal Manuel a ser letal no lançamento exterior terminando a primeira parte com 11 pontos (foi festinha do jogo com 15 pontos e 2 assistências), contribuindo para os 13 pontos de diferença com que se chegou ao intervalo com o resultado de 23-36.

Trabalho defensivo da equipa premiado com vitória

No terceiro quarto os rapazes de Miguel Guambe conseguiram desfazer-se do “mito” de que esta etapa é a pior de todas no basquetebol moçambicano, pois estiveram melhor concentrados defensivamente e volvidos cinco minutos não permitiram ponto sequer do adversário, e o ataque foi mais certeiro, com Nilton Seifane (11 pontos, com 2 em dois da linha dos três pontos e 75% nos lançamentos livres) a aparecer certeiro nos lançamentos exteriores, fazendo com que ao cabo de trinta minutos Moçambique estivesse a vencer por 28 pontos de diferença, ou seja 32-60.

A etapa final voltou a ser boa para a selecção da Pérola do Índico que obrigaram ao adversário a cometer muitas faltas ofensivas e a excessivas perdas de bola (28 em todo jogo contra 20 de Moçambique), bem como a luta nas tabelas era ganha pelos postes Inélcio Chire (9 pontos e  4 ressaltos), Edson Monjane (2 pontos e 8 ressaltos) e Helton Ubisse (10 pontos e 5 ressaltos), bem secundados pelo extremo  David Canivete (8 pontos e 6 ressaltos defensivos) e o base Ermelindo Novela (8 pontos e 3 assistências), o que em grande medida contribuiu para esticar a diferença final para 27 pontos, ou seja 44-71, com que terminou a partida. Lance

As seleções nacionais  vem de um interregno longo da actividade desportiva, por conta da pandemia da COVID-19 o que influenciou no desempenho muito aquém das expectativas.

 

 

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