Preto & Branco

Edil de Quelimane “esquiva” julgamento

O julgamento de Manuel de Araújo, actual edil da cidade de Quelimane, marcado para segunda-feira última foi adiado para Abril por motivo: “viagem de trabalho”.

Duas horas antes da hora marcada para o julgamento na capital da província da Zambézia, os advogados e os ofendidos já estavam na sala de audiência da terceira sessão do tribunal judicial da cidade de Quelimane para o julgamento. Mais tarde houve informações de que Manuel de Araújo não compareceria.

Segundo a DW África, o Conselho Autárquico de Quelimane enviou um pedido ao juiz para o adiamento do julgamento marcado para esta segunda-feira (15 de Fevereiro), justificando que Manuel de Araújo está em viagem de trabalho.

O edil de Quelimane é acusado de calúnia e difamação contra Domingos de Albuquerque e José Lobo, ambos do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), e contra Carlos Baptista Carneiro, da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), na cerimónia da sua investidura em fevereiro de 2019, quando Manuel de Araújo fazia parte da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO).

Assim, o julgamento foi adiado para abril próximo e os ofendidos dizem que não vão deixar de bandeja até que o acusado seja responsabilizado. Por exemplo, o ex-deputado do MDM José Lobo, um dos ofendidos, deixou um conselho: “Ele cometeu erros políticos e de gestão, ele tem de lavar a imagem dele, em política tens que ter muito cuidado, cada momento é um momento.”

Num entanto, um analista ouvido pela DW África relativiza as palavras do edil de Quelimane e, por isso, questiona o julgamento: “Quantos discursos em tempos de campanha ou em tempos depois de campanha foram proferidos e não foram considerados difamação ou calúnia?”

 

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