Preto & Branco

 “O Homem” – Quando a literatura nos faz desmistificar o futuro!

O escritor norte-americano Irving Wallace constitui uma das grandes referências da literatura historizante do seculo XX e a obra –prima “O Homem” est’a no pedestal dos seus mais de uma dezena de “hits” literários  e com varias edições esgotadas, um best seller por excelência!  Neste livro, traz-nos a capacidade da literatura em fazer futurologia, como uma das formas de pensar o futuro, ao lado da profecia e da utopia, claro, em função das crenças!

“O Homem” há-de ser um drama do estilo gregoriano adaptado às circunstâncias políticas e sociais dos Estados Unidos da década de 60, ou seja, a história de um senador negro elevado pela lei e pelo acaso ao cargo de Presidente dos EUA!.

Após a morte inesperada do Presidente dos Estados Unidos da América, sucede-lhe Douglas Dilman, presidente em exercício do Senado norte-americano. É uma eventualidade que não ocorrera a ninguém e que a muito poucos agrada. Porque Dilman é também o primeiro afro-americano a ocupar a presidência do país. Assim tem início um dos mais fascinantes romances deste escritor e que já “vendeu” várias das suas obras ao cinema.

O drama descrito no livro, nos polémicos anos 60, arrasta o leitor para o centro de um furacão político, em que Dilman tem de fazer face a três realidades conflituosas: a do seu novo cargo, a da sua raça e a da sua vida privada.

Desde a primeira até à última página, “O Homem” é um livro profundamente emocionante, o novel presidente “à força”, tem de confrontar-se com uma situação muito complicada, em que as tensões internacionais se juntam a um clima de quase rebelião interna, à violência, ao escândalo e a uma feroz hostilidade para consigo. E o romance aproxima-se vertiginosamente de um clímax, quando pela primeira vez na história norte-americana o Senado se reúne para destituir o Presidente.(…)

Leia, recomenda-se. Não tenha medo do volume do livro, tem cerca de 800 páginas emocionantes!

Irving Wallace nasceu a 29 de Junho de 1916 na cidade de Chicago, sendo filho de emigrantes russos, além de escritor foi jornalista e argumentista para o cinema e amealhou inúmeros prémios. Faleceu a 29 de Junho de 1990 em Los Angeles, vítima de um cancro no pâncreas.

 

 

 

 

 

 

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