Preto & Branco

Para conter a expansão do terrorismo

União europeia no treinamento militar das FDS

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defendeu no parlamento europeu ser importante ajudar Moçambique a combater os insurgentes para travar a expansão do terrorismo internacional. E em nome da União Europeia, cujo Conselho é actualmente presidido por Portugal, avançou  que vai-se aumentar significativamente a cooperação na área de segurança, revelando que “o que está em causa é o nosso apoio à formação e treino de forças militares moçambicanas, para que elas sejam mais capazes de responder à insurgência, e também apoio logístico e em matéria de equipamento”.

 Chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, disse no Parlamento Europeu que é importante ajudar Moçambique a combater os insurgentes para travar a expansão das redes terroristas internacionais.

“Este é um interesse da União Europeia, não se trata apenas de uma questão interna de Moçambique. Nós não podemos deixar que a África Oriental se constitua como uma das áreas de penetração e consolidação das redes terroristas internacionais e dos laços tão estreitos que elas têm com os diferentes tráficos de seres humanos, de droga, de pirataria, etc”, referiu o diplomata na terça-feira (26 de janeiro), na comissão parlamentar de Assuntos Externos do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Este governante português destacou que um dos grandes objectivos da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia é “desenvolver a estratégia conjunta com África”, em que se inclui o apoio a Moçambique no combate ao terrorismo e ajuda às populações afectadas pela violência na província nortenha de Cabo Delgado, tendo adiantado, junto à imprensa, que o trabalho técnico “já começou” e que espera que, “nas próximas semanas, consigamos chegar à definição do quadro político que há-de enquadrar este reforço da cooperação da UE com Moçambique”.

 

Adiante disse: “Trata-se de reforçar a cooperação entre a União Europeia e Moçambique nas áreas em que ela já existe: acção humanitária e os projectos de apoio ao desenvolvimento. E trata-se de aumentar significativamente a cooperação com Moçambique na área em que ela hoje é residual, a área da segurança”, destacou o ministro português dos Negócios Estrangeiros.

 

Neste campo, “o que está em causa é o nosso apoio à formação e treino de forças militares moçambicanas, para que elas sejam mais capazes de responder à insurgência, e também apoio logístico e em matéria de equipamento”.

 

Augusto Santos Silva frisou que “é muito importante” garantir que o apoio “se faz no respeito estrito da soberania de Moçambique” e “no respeito pelos direitos humanos, na formação necessária das forças militares e de segurança e na ligação clara entre a dimensão da segurança e a dimensão do desenvolvimento”.

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