Preto & Branco

Para fazer face aos terroristas em Cabo Delgado

Governo e a Total com novo pacto de segurança

 Um novo reforço de segurança no empreendimento de gás natural em Cabo Delgado foi definido entre Governo e empresa francesa para acautelar este que é o maior investimento privado em curso em África, avaliado em 20 biliões de dólares.

A direcção da petrolífera francesa Total e o Governo de Moçambique acordaram na segunda-feira (18.01) um novo reforço da segurança em redor do empreendimento de gás natural em Cabo Delgado, segundo avançou a Lusa nesta terça-feira, afiançando que garantiu fonte próxima do Governo.

Grupos rebeldes que há três anos aterrorizam a província nortenha de Moçambique aumentaram os ataques em 2020 e têm se aproximado do recinto de construção das infra-estruturas de exploração do gás, liderado pela Total, levando a um abrandamento do projecto e à saída de pessoal no final do ano passado.

“A Total e o Governo estão em sintonia: o que vai acontecer é um reforço das medidas de segurança”, referiu a fonte governamental, citada pela Lusa, sem no entanto detalhar como vai acontecer esse reforço.

Segundo acrescentou, “o projecto é para continuar, mantendo-se as datas previstas”, ou seja, início de exploração em 2024. Trata-se do maior investimento privado em curso em África, avaliado entre 20 biliões de dólares, e nele reside uma das principais esperanças de Moçambique se desenvolver nas próximas décadas.

No encontro de segunda-feira, além do presidente da petrolífera francesa Total, Patrick Pouyanné, e do presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, participaram o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e os dois governantes ligados às FDS: o ministro do Interior, Amade Miquidade, e o ministro da Defesa, Jaime Neto.

É de recordar que a 24 de Agosto de 2020, a Total já tinha anunciado uma revisão do memorando de entendimento com o Governo moçambicano para a operacionalização de uma força conjunta com as Forças de Defesa e Segurança (FDS) para a protecção do projeto.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas.

 

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