Preto & Branco

Os vernáculos do Everest  (1)

Imponente na cordilheira dos himalaias, na encruzilhada, ou seja, fronteira entre o Nepal e o Tibete (região sob controlo chinês), pontifica o pico montanhoso mais alto do mundo, com 8.848 metros, que os britânicos, na sua epopeia imperialista e egos de auto e-estima baptizaram-no Everest em detrimentos dos nomes vernáculos.

Da literatura compulsada, particularmente através da internet, apura-se que o Everest é considerado um dos lugares mais magníficos do mundo, o sonho de todo alpinista, e ao mesmo tempo o lugar mais trágico e perigoso no mundo. Seu “semblante” rochoso já atraiu várias pessoas corajosas tentando atingir o zénite, Infelizmente, muitos deles ficaram nas suas neves e penhascos para a eternidade.

O Everest foi criado pela Terra há 60 milhões de anos, formado pelo movimento de uma placa tectônica (a Indiana) sobre a placa Asiática e, refere-se, que devido à actividade tectônica na região, o Everest fica 0,6 cm mais alto a cada ano.

A montanha tem uma longa história desde os “primeiros alpinistas”, começando com os primeiros esforços sem sucesso em 1921, pela expedição britânica de George Mallory e Guy Bullock, até os primeiros humanos no cume da montanha em 1953, que foram os corajosos alpinistas Edmund Hillary e Tenzing Norgay.

A primeira mulher a escalar o cume do Everest foi a japonesa Junko Tabei, em 1975 [ano em que nasceu a nação moçambicana], sendo que a pessoa mais jovem a ter subido foi o garoto americano Jordan Romero, com 13 anos, no dia 23 de Maio de 2010., enquanto a mais velha a conquistar a montanha foi Miura Yiuchiro, japonesa, com 80 anos de idade, em 23 de Maio de 2013.

Há registo que mais de 14 montanhistas atravessaram de um lado para o outro, havendo dados que indicam que o vento naquelas altitudes pode soprar em velocidades que chegam a 320km/h e a temperatura pode cair a até – 62ºC.

Regista-se, também, que para escalar o monte mais alto do mundo leva-se 40 dias, pois, é necessário algum tempo para que o corpo se acostume com altas altitudes ao longo da expedição.

Até 2015, pelo menos, 282 alpinistas e pessoais da região morreram ao tentar subir o pico mais alto do mundo, porém o número exacto é desconhecido, pois nem todos se registam antes de começar a viagem. Os problemas maiores são a pressão e o ar rarefeito, que são impossíveis de respirar por muito tempo. Ainda assim, apesar do perigo, o ar congelante e falta de oxigênio no ar que respiram, várias pessoas arriscaram as suas vidas para estar um pequeno período de tempo no topo do mundo.

A maior tragédia na história do Everest aconteceu em 2014, quando uma grande avalanche matou 16 guias nepaleses. O segundo acidente mais trágico aconteceu em 1996, quando cerca de 15 pessoas morreram na tentativa de retornarem do topo do mundo. A terceira situação mais trágica aconteceu em 2012, quando 11 pessoas ficaram para sempre no Everest.

Mas o pico mais alto do mundo não é apenas um ponto de visão ou um desafio para os alpinistas. É também a terra dos habitantes de lugares altos, o povo Xerpa, que vive por lá há mais de 500 anos. Esta pequena “nação” oferece os melhores guias e carregadores para turistas e profissionais que decidem brincar com a emoção e a morte e escalar a maior e mais dura montanha do nosso planeta. Existem 18 rotas oficiais para escalar o Everest.(Continua…)

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