Preto & Branco

A 25ª Hora: A história de um duplo martírio

Um camponês, de nome Iohann Moritz, romeno de origem e nacionalidade, é transformado em judeu por soldado alemão, nazista, em plena Segunda Guerra Mundial, simplesmente para ficar-lhe com a sua linda esposa, Suzana. Isto na Roménia, sua terra natal apos a invasão nazi.

Separado maliciosa e forçosamente de sua esposa, é transferido de campo em campo de concentração nazi pela Europa, na  que consistia na cobiça de Hitler no seu lunático projecto de controlar o mundo e manter a supremacia da aludida raça ariana.

Moritz consegue, com outros detentos, fugir para a Hungria, pais que na quele contexto era menos penosa para judeus, que nem era, onde acaba detido e torturado por ser considerado espião romeno.

Deportado para Alemanha – antro do nazismo – como “escravo” húngaro, continua a sofrer maus tratos e trabalho forçado. No entanto, como se a sorte estivesse a sorrir-lhe, numa examinação médica, por um nazista, é considerado uma espécie genuína da raça ariana.

Foi liberto e passou a trabalhar com os oficiais da SS, as forças especiais hitlerianas até o fim da Segunda Guerra Mundial, longe da sua mada Susana.

Mas, aí o esperada a segunda temporada de martírio, foi torturado por soldados russos e americanos, da Tripla Aliança, que combatiam Hitler e seus aliados, porquê: porque combatia ao lado do inimigo, os alemães, que ironia do destino!

No fim de tudo, quando as poeiras da guerra findaram e todos foram libertos, quando foi convidado para posar para uma foto para a posteridade, obrigados a esboçar o sorriso da liberdade, dos olhos de Mortiz simplesmente escorreu um filamento de lágrimas.

Moritz e Susana, são personagens do livro A 25ª Hora, escrito pelo romeno Constantin Virgil Gheorghiu, que também sofreu na prisão durante a Segunda Guerra Mundial, preso pelos americanos, não chegou a ser enviado a um campo de concentração.

Após ser libertado da prisão, na Romênia, onde escreveu esta linda e profunda obra literária, que conta para a História do nazismo e das querelas da Segunda Guerra Mundial.

Esta obra, no que apurei as primeiras edições foram lançadas na década de 60, incluindo uma em português de 1965, mas depois teve tantas reedições, em língua portuguesa, que tive o privilegiou de ler, por duas vezes.

Queres saber de mais pormenores, leia “A 25ª Hora”, que considero a história de um duplo martírio! Recomendo!.

 

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