Preto & Branco

Covid-19 “ajudou” a abrir atelier

– Considera a artista plástica Jesse Jane

 Nascida em Maputo em 1991, a artista plástica Jesse Jane, depois de ter se estreado em primeira tela em 2008 com o patrocínio moral e material do consagrado e falecido artista Samate Mulungo, assume-se artisticamente com abstracista e acredita ser possível viver de arte em Moçambique bastando determinação e estratégia. Mesmo reconhecendo o impacto negativo da pandemia da Covid-19 revela-nos que o isolamento permitiu-lhe criar o seu primeiro atelier, condição que a abre muitas portas…

Siga os excertos da conversa travada com a artista recentemente.

 Jornal Preto & Branco Jesse Jane é seu nome artístico, qual é o oficial e quando estreia-se na arte de pintar?

Jesse Jane (JJ): meu nome artístico deriva de Jéssica Júlia de Siuéia Jane, meu nome oficial. Desde pequena sempre desenhei e pintei em folhas, mas a primeira tela pintei em 2008.

(JP&B): Como caracterizas o teu estilo de pintura, as técnicas que usas ..?

(JJ): Faço abstrato, destacando a marmorização por imersão, abstração lírica e geométrica e o expressionismo.

 (JP&B): Que mensagens podemos encontrar nas suas obras?

(JJ): R: Valorização das belezas que a Natureza nos dá, a luta contra a poluição, consciencialização.

(JP&B): O que é ser artista plástico em Moçambique?

(JJ): Há pouca valorização, principalmente para a camada jovem, mas o meu interesse pela arte e cultura ultrapassa todas essas lacunas.

(JP&B): Achas possível viver de pintura?

(JJ): É possível, tendo com determinação e estratégia.

(JP&B): No âmbito da crise humanitária criada pela Covid-19 que obstáculos tem enfrentado na sua carreira artística?

(JJ): Esta pandemia deu-me uma oportunidade positiva. Isolada, executei todos os planos adiados por algum motivo, o resultado foi a conquista do meu primeiro Atelier, o que facilitou e motivou-me a trabalhar mais, consequentemente vieram inúmeros convites, entrevistas e exposições.

(JP&B): Que tipo de realizações tem promovido para apoiar psicologicamente e/ou socialmente seus admiradores no âmbito da Covid-19?

(JJ): Trabalho, não há presente melhor para os admiradores que muito trabalho.

(JP&B): Está filiada a alguma associação artística?

(JJ): Não sou membro oficial de nenhuma associação, mas tenho tido colaboração com algumas, como por exemplo a “Nós Arte”.

(JP&B): Tem contado com apoio familiar nesta sua empreitada artística?

(JJ):Sempre, desde pequena.

(JP&B): Qual é  a obra que constitui marco especial na sua carreira?

(JJ): A primeira obra que pintei em 2008, onde a tela e as tintas foram-me ofertadas pelo pintor, já falecido, Samate Mulungo.

(JP&B): Que pintores a inspiram?

(JJ): Muitos, senão todos, porque acho que cada um tem algo para ensinar.

(JP&B): Qual é o grande sonho da Jesse Jane do domínio artístico?

(JJ): Abrir uma escola, galeria de artes, para desenvolver todo tipo de artes….

(JP&B): Como tem preenchido os tempos livres?

(JJ): Sou também maquilhadora, e Professora de Arte em um Colégio da Cidade de Maputo. Igualmente divirto-me com amigos e familiares.

(JP&B): Algum trabalho a vista?

(JJ): Muitas colaborações, exposições individuais. 2021 Será um ano preenchido.

(JP&B): Uma mensagem para os seus admiradores?

(JJ): Que não parem e não desistam dos seus sonhos, com muita luta e garra tudo é possível. E agradeço igualmente pela força e carinho que têm depositado em mim, é muito importante para que continue com os meus projectos.

 

 

 

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