Preto & Branco

Colégio Eleitoral confirma a vitória do Biden

Joe Biden confirmado como o 46º Presidente dos Estados Unidos pelo Colégio Eleitoral, que ratificou a vitória eleitoral do democrata nas presidenciais de 3 de Novembro.

Embora muita contestação do Trump pelo caracterizado da sua arrogância, foi o resultado das suas características que lhe tornou perdedor desta 46ª corrida eleitoral dos EUA. Muitos que seguiam Trump na Hora do voto tomaram as suas decisões certas ao eleger o democrata Joe Biden.

Os delegados do Colégio Eleitoral confirmaram esta segunda-feira que Joe Biden é o novo presidente dos Estados Unidos. Cada um dos 50 estados norte-americanos reuniu hoje o grupo de Grandes Eleitores que ratificou os resultados das eleições presidenciais de 3 de novembro que ditaram a vitória de Joe Biden.

Seis estados contestados pelo seu antecessor, o republicano Donald Trump, votaram no democrata no Colégio Eleitoral.

Nevada, Geórgia, Pensilvânia, Arizona, Michigan e Wisconsin confirmaram a vitória eleitoral de Biden, que vai tomar posse como o 46º presidente dos EUA no dia 20 de janeiro de 2021. Antes, a 6 de janeiro, o Congresso valida os votos do Colégio Eleitoral.

A vitória do democrata nas eleições presidenciais foi confirmada quando ultrapassou a fasquia dos 270 votos necessários. Depois dos 55 votos dos eleitores da Califórnia, Biden passou a garantir 302 votos, de um total de 538. A decisão dos eleitores deste estado foi anunciada em Sacramento às 17:29 de Washington (22:29 em Lisboa).

O estado do Havai foi o último a lançar os resultados ao atribuir os seus quatro votos a Biden, que terminaram este processo com 306 votos do Colégio Eleitoral. Donald Trump arrecadou apenas 232.

Os resultados do estado do Havai concluíram o processo de atribuição de votos nos 50 estados norte-americanos e o Presidente eleito é desta forma declarado oficialmente o sucessor do republicano Donald Trump.

Nos Estados Unidos, o Presidente não é escolhido por voto popular, mas por sistema indireto, através do voto dos grandes eleitores, escolhidos em função dos resultados eleitorais e em função da população de cada estado (com os mais populosos a ter direito a mais votos).

Sobre a derrota de Trump no Supremo

Donald Trump, que contesta os resultados das presidenciais, alegando fraude eleitoral viu na sexta-feira o Supremo Tribunal dos EUA, rejeitar um processo que apoiou, assim como o fizeram mais de cem congressistas republicanos, para anular a vitória eleitoral de Joe Biden.

A decisão põe fim a uma tentativa de invocar, sem provas, fraude eleitoral, para anular milhões de votos por correspondência em quatro estados.

Esta foi a segunda decisão judicial no espaço de uma semana a rejeitar o pedido dos republicanos para invalidar os resultados eleitorais, depois de um recurso na Pensilvânia ter sido desfavorável aos partidários de Trump.

Virar a páginas é o momento certo do Biden

Com a confirmação do Colégio Eleitoral da vitória eleitoral a 3 de novembro, Joe Biden afirma que é “hora de virar a página” e destaca que o “abuso de poder” não conseguiu derrubar a democracia norte-americana.

“Na batalha pela alma [dos Estados Unidos] da América, a democracia venceu“, disse Biden através de um trecho de um discurso que foi divulgado antecipadamente pela equipa do democrata, que dirigiu-se ao país às 19:30 locais de Washington (00:30 em Lisboa).

Biden considerou que “a integridade” do processo eleitoral “foi preservada”, por isso, “agora é hora de virar a página”.

A crítica, apesar de não referir diretamente o nome, é dirigida ao Presidente cessante, o republicano Donald Trump, que continua a recusar aceitar a derrota e a alimentar teorias infundadas de fraude eleitoral.

“A chama da democracia foi acesa há muito tempo neste país. E agora sabemos que nada, nem mesmo uma pandemia ou um abuso de poder, pode apagar essa chama”, acrescentou o democrata.

A vitória de Biden no sufrágio foi certificada depois de o democrata alcançar os 270 votos necessário num total de 538 do Colégio Eleitoral.

Segundo a CNN, a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, recusou-se a esclarecer se Trump vai ou não aceitar os resultados do Colégio Eleitoral.

 

 

 

 

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