Preto & Branco

Olhando para o Basquetebol

Os desaires desportivos parecem estar a acompanhar o desporto nacional, salvo raríssimas excepções. Depois dos ‘Mambas sem Veneno”, foi a vez da selecção nacional sénior maculina de basquetebol a ‘aprontar das suas’. Uma participação sem pálida e vergonhosa. Mas, como dizíamos há duas semanas atrás, aquando do desaire dos ‘Mambas sem veneno’, a responsabilidade é de todos nós.

Esta semana, fazemos uma breve resenha do desempenho das selecções seniores masculina e feminina de basquetebol.

O Campeonato das selecções Africanos de Basquetebol, é o torneiro mais importante do continente que teve início em 1962. Este campeonato é organizado pela FIBA África de dois em dois anos, qualifica para os jogos olímpicos e para mundial de basquetebol. O primeiro evento teve lugar na cidade de Cairo de 24 a 30 de Março de 1962, onde participaram 5 selecções. A vitória foi alcançada pela República Árabe Unida (constituída pelo Egipto e Síria).

A nível das selecções, a masculina não tem conseguido impor-se no continente, apesar de uma participação regular no torneiro dos clubes africanos. Contrariamente a selecção feminina é referência mundial, equiparando-se as melhores selecções do continente, como é o caso de Nigéria, Senegal, Angola, Mali e Costa de Marfim. O melhor desempenho da selecção masculina ocorreu em 2003 no Cairo, quando ficou em 10º lugar. A selecção feminina por duas vezes foi finalista vencido em 2003 e 2013) e alcançou o 3º lugar em 1986 e 2005.

A primeira participação de Moçambique no campeonato das selecções africanas ocorre em 1980, em Luanda (Angola), tendo-se posicionado em quarto lugar. O melhor resultado conseguido por Moçambique foi na XIª edição do Afrobasket Feminino, realizado no Pavilhão do Maxaquene, de 18 a 23 de Dezembro de 1986, num evento onde estiveram presentes cerca de 10 países. O trio Esperança Sambo, Cláudia Simbine e Aurélia Manave teve um desempenho excelente, que contribuiu para o alcance do segundo lugar no certame.

Neste período (década de 80) a selecção feminina de basquetebol era treinada pela dupla Amândio Delelande e Manuel Dias, sendo o plantel constituído, dentre outras, por Francisca Sales (Capitã), Ana Paula Reis, Joaquina Baloi, LuisaLanga, Ilda Mbeve, Cláudia Simbine, Telma Manjate, Isália Manjate, Elisa Santos, FáuziaGandá e Aurélia Manave. Por sua vez a selecção masculina era treinada pelos técnicos Adriano Saraiva e Hélder Nhandamo, sendo a equipa constituída, dentre outros, por Aníbal Manave (Capitão), João Chirindza, Caetano Fernandes, José Moiane, Amade Mogne, Cláudino Dias, Zaqueu Saranga, Horácio Martins e João Nhaúle). Nesses anos , o desempenho da selecção sénior feminina é equiparada a colossos como o Senegal, RD Congo (ex-Zaire), Costa de Marfim e Angola.

Após a vitória de 1986, o basquetebol em Moçambique entra para uma crise profunda, não tendo as selecções obtido resultados positivos nos campeonatos das selecções africanas. Esta maré de azar é ultrapassada em 1993, quando a selecção consegue resultados positivos no jogos realizados em Dakar-Senegal, tendo ocupado o 3º lugar, o que lhe valeu a medalha de bronze.

Em 2003 (de 18 a 29 de Dezembro) no Afrobasket de Maputo – Moçambique, a selecção Nacional feminina conquista a medalha de prata, num jogo disputado contra a Nigéria por 69-63. A vitória alcançada garantiu a participação de Moçambique nos jogos olímpicos de Atenas de.

O país voltaria a alcançar resultados satisfatórios em 2005 (21 a 28 de Dezembro), no Campeonato realizado em Abuja – Nigéria, tendo a selecção alcançado o 3º lugar que dá direito a medalha de bronze.

Oito anos depois, de 20 a 29 de Setembro de 2013, realizou-se no pavilhão de Maxaquene, a 23ª edição do Campeonato das selecções africanas. Participaram neste torneio as selecções de Moçambique, Mali, Nigéria, Cabo Verde, Costa de Marfim, Camarões, Quénia, Zimbabwe, Egipto e Tunísia. Moçambique alcançou o segundo lugar, o que garantiu a qualificação para o Mundial da Turquia em 2014.

Durante o  undial, a  selecção disputou três jogos não tendo alcançado nenhuma vitória, mas ultrapassaram a média de pontos até hoje marcados por uma selecção africana num campeonato do mundo. Neste jogo destacou-se a atleta Leia Dongue pelos três duplos encestados

 

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