Preto & Branco

Empresário imobiliário nas mãos de raptores

O empresário Ismael Harron ligado ao grupo imobiliário Uzeir Trade Center, com sede na cidade Beira, raptado no centro da capital do país, no Sábado último, por quatro homens armados, até ao fecho desta edição continuava nas mãos os raptores, não obstante as autoridades policiais asseverarem estarem atrás do caso.

 O porta-voz do comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Leonel Muchina, depois de confirmar o rapto confirmou o rapto, avançou que as autoridades estão no terreno a investigar o caso. “Associamo-nos ao Serviço Nacional de Investigação Criminal e trabalhos subsequentes estão agora a decorrer”, adiantou Leonel Muchina, sem entrar em pormenores sobre a ocorrência.

Segundo apuramos, a vítima foi interpelada por um homem armado, quando se dirigia a uma barbearia que funciona num edifício de escritórios e habitações do centro de Maputo, após descer da viatura que era conduzida por uma outra pessoa. O homem obrigou o empresário a entrar num carro em que estavam três pessoas armadas.

Segundo testemunha veiculada pelo diário O País, “veio uma viatura em direção à Avenida Salvador Allende e nela estavam quatro ocupantes e um deles saiu da viatura e obrigou o senhor a entrar no carro. O motorista do senhor raptado tentou resistir, mas os criminosos ameaçaram disparar”.

Este rapto ocorreu menos de uma semana após o rapto, na cidade da Matola, da portuguesa Jéssica Pequeno, entretanto libertada na quinta-feira em troca de resgata, em quantia não divulgada. Jéssica Pequeno, 27 anos, foi raptada na segunda-feira e libertada pelos sequestradores na noite de quinta-feira( no terceiro dia). Esta é filha de um casal proprietário do restaurante Burako da Velha, negócio familiar dos portugueses Dina Pequeno e Alberto Beto – onde também trabalham Jessica e o marido, Marco, pasteleiro chefe.

O mais recente caso é o 11º registado desde o inicio do presente ano cujas vítimas são empresários ou seus familiares.

Em Outubro, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas actividades em protesto contra a onda de raptos no país.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior agremiação empresarial no país, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime e até o Presidente da República, Filipe Nyusi, já pediu mais medidas, mas os raptores continuam a fazer das suas perante a incapacidade das autoridades policiais em fechar o cerco a estes meliantes e desencorajar novas práticas.

 

 

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