Preto & Branco

Porto e Aeroporto ainda nas mãos dos insurgentes

Na face oposta ao discurso triunfalista, as Forças de Defesa e Segurança (FDS) reconhecem que os insurgentes que assolam através de actos terroristas parte considerável da província de Cabo Delgado, ainda controlam o distrito estratégico da Mocímboa da Praia, particularmente a fronteira aérea e marítima.

Em informe partilhado, semana finda, com deputados da Assembleia da República, particularmente com os da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDHL), o Comando Conjunto das FDS reconhece que a situação é grave em Cabo Delgado.

Na sua averiguação, a CACDHL também chamada  1ª Comissão da Assembleia da República, analisando o impacto da violência armada nas regiões norte e centro do país que já foi entregue    à presidente do parlamento moçambicano, Esperança Bias, refere que o Comando Conjunto das FDS deu conta de uma “situação grave” nos distritos afectados pela acção de grupos armados na província de Cabo Delgado.

“Neste momento, há a preocupação do Comando Conjunto pelo facto de o distrito de Mocímboa da Praia estar nas mãos dos terroristas, sobretudo o porto e aeroporto”, afirma a 1ª Comissão do da AR, dissipando dúvidas e relegando à falsidade a narrativa triunfalista das FDS sobre este estratégico distrito em Cabo Delgado.

Resumindo, o porto e o aeroporto de Mocímboa da Praia estão nas mãos dos grupos armados, desde o assalto do dia 23 de Março, o que é mais do que motivo de preocupação para todos, impondo-se uma actuação mais enérgica e coordenada para o desalojamento definitivo deste grupo terrorista, que semeia luto, destruição e dor para a população de Cabo Delgado e não só.

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