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NASA descobre mais água na Lua

Trata-se da descoberta muito profunda da existência da água na superfície lunar que é iluminada pelo Sol. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pela NASA a descoberta “empolgante” do Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (SOFIA), que desde 2018 procurava por água na Lua. O próximo passo da investigação é descobrir se a água é potável e se poderá ser usada como um recurso natural, como acontece na Terra.

De acordo com LUSA citado pelo DN, A água foi encontrada numa das crateras lunares que pode ser vista da Terra, a cerca de 382 700 quilómetros de distância. Uma das teorias da NASA revela que a água pode ter sido revelada com os impactos causados por meteoritos ou pela interacção energética de partículas que foram ejectadas do Sol.

A descoberta aconteceu quase “por acaso”, uma vez que a equipa estava a realizar testes de observação da Lua, segundo Naseem Rangwala, cientista da missão SOFIA – um avião Boeing 747SP modificado que carrega um telescópio de 2,7 metros e voa a uma altitude entre os 11,5 e os 13,7 quilómetros. Os resultados podem ser lidos na publicação Nature Astronomy.

“Tínhamos indicações de que H2O – água, como a conhecemos – poderia estar presente no lado da Lua iluminado pelo Sol. Agora sabemos que está lá. Esta descoberta desafia a nossa compreensão da superfície lunar e levante questões intrigantes sobre os recursos relevantes para a exploração no espaço profundo”, revelou o director da divisão de Astrofísica da NASA, Paul Hertz.

“São notícias muito boas”, segundo Didier Schmitt, coordenador de exploração humana e robótica da Agência Espacial Europeia, que colabora com a NASA na construção de uma estação espacial na Lua: “Em teoria, o oxigénio e o hidrogénio na água podem ser separados para produzir combustível de foguete necessário para se viajar da Lua a Marte. Mas é importante não nos deixarmos levar pelo optimismo e ter em mente que ainda há muitos passos intermédios a serem dados antes mesmo de começarmos a colocar esses planos em acção.”

Para já, os investigadores destacam a possibilidade de existirem múltiplos depósitos subterrâneos de água em estado sólido. Segundo a agência espacial, “a nova descoberta vai ao encontro dos nossos esforços de aprender mais sobre o satélite da Terra e apoia a exploração espacial”. Pode ajudar os astronautas durante as viagens ao espaço e oferecer o oxigénio necessário para “uma coluna lunar”.

A descoberta pode ser testada já na missão Artemis, em 2024, ano em que a NASA pensa enviar a primeira mulher ao espaço.

A existência de água na Lua, nos polos e em subterrâneos já era conhecida. O facto de esta ser mais e, provavelmente, mais comum do que anteriormente se pensava, facilitará todas as missões tripuladas planeadas ao nosso satélite natural.

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