Preto & Branco

Morreram duas lendas do Desporto Moçambicano

O desporto moçambicano, ficou mais pobre com a morte de dois lendários, trata-se Stélio Craveirinha e Augusto Matine.

Stélio Craveirinha, que a 3 de Março tinha feito 70 anos, perdeu a vida no Hospital Central de Maputo vitima de doença prolongada.

A carreira de Stélio, filho do grande poeta, senão o maior que Moçambique viu nascer, José Craveirinha, começou por ser marcada pela presença nos Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980, tendo participado no salto em comprimento, especialdade em que vários anos mantevê-se como recordista nacional.

Anos mais tarde viria a revelar-se um treinador de mão cheia ao formar várias atletas de eleição, com grande destaque para Lurdes Mutola, a campeã mundial e olímpica dos 800 metros.

Na tarde da última terça-feita, faleceu o Augusto Matinê, figura incontornável do futebol moçambicano e que foi jogador e treinador ao mais alto nível em Moçambique e em Portugal.

A triste notícia foi dada a conhecer pela Federação Moçambicana de Futebol que comunicou, o falecimento de Augusto Matine aos 73 anos. As circunstâncias da morte de Matine ainda são desconhecidas.

Nascido em Maputo, em Moçambique, Matine somou 9 internacionalizações por Portugal e estreou-se a 10 de Maio de 1970 em Lisboa, frente à Itália, na derrota por 1-0.

Entre 1967 e 1983, representou sucessivamente Benfica, Vitória de Setúbal, Portimonense, Lusitano de Évora, Aves, Estrela da Amadora e Torralta.

Depois de terminar a carreira como jogador, Matine tornou-se treinador de futebol. Teve uma passagem como técnico da Selecção Moçambicana de Futebol, e foi nomeado treinador do Clube Ferroviário de Maputo em 2003. Matine foi igualmente treinador no Grupo Desportivo Maputo até maio de 2012, ano em que se celebrizou com a frase: “há bandidos no futebol moçambicano”, fazendo alusão aos bastidores que prejudicavam a sua equipa.  Lance Moz

 

 

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