Preto & Branco

Cabo Delgado concentra União Europeia

Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia(EU) reunidos nesta segunda-feira, em Luxemburgo, tiveram como um dos temas de discussão a insurgência em Cabo Delgado, cujos ataques são considerados de índole terrorista com inspiração no extremismo islâmico. Desconhecendo-se as decisões específicas tomadas, o debate visou responder ao pedido de apoio remetido pelas autoridades moçambicanas para fazer face aos ataques no norte do país que já duram três anos e com risco de pôr em causa o mega projecto de exploração de gás natural na bacia do Rovuma, onde vários interesses europeus estão representados.

 Os ataques terroristas que assolam distritos da província nortenha de Cabo Delgado, no norte do país, entraram na agenda do debate em Luxemburgo, após o anúncio feito pelo embaixador da UE em Maputo de que Bruxelas (sede da União Europeia) irá ajudar Moçambique no combate a grupos armados classificados como “terroristas” em Cabo Delgado.

 

Concretamente na passada sexta-feira (09 de Outubro), o embaixador da UE em Maputo, Antonio Sánchez-Benedito Gaspar, anunciou que Bruxelas irá ajudar Moçambique no combate a grupos armados classificados como “terroristas” em Cabo Delgado, na sequência de um pedido de apoio do Governo moçambicano. “Os pedidos que foram feitos à UE receberam uma resposta positiva e agora temos de trabalhar nas diferentes questões que foram colocadas”, disse o embaixador.

 

O pedido do governo moçambicano foi endereçado a 16 de Setembro último pela chefe da diplomacia moçambicana, a ministra Verónica Macamo, através de um ofício ao Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, pedindo apoio na logística e no treino especializado das forças governamentais para travar as incursões armadas de grupos militares classificados como terroristas em Cabo Delgado.

António Sánchez-Benedito Gaspar explicou que a ideia é fortalecer as capacidades de resposta de Moçambique, esclarecendo, no entanto, que “não está na agenda a vinda de militares europeus ao país”.

A província de Cabo Delgado é palco há três anos de ataques armados desencadeados por insurgentes, considerados terroristas pelo seu modus operadi. A violência provocou uma crise humanitária com mais de mil mortos e cerca de 250 mil deslocados internos.

 

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