Preto & Branco

Renamo tem obrigação moral de travar os ataques

– Reconhece Assessor político da Renamo, Venâncio Mondlane 

A despeito dos recorrentes ataques da autoproclamada Junta Militar da Renamo, centrados em alvos civis, e que tem sido alvo de condenação interna e internacional, na semana passada, dia 22 de Setembro, depois de mais um ataque, que antecede ao de Domingo, o deputado e assessor politico do presidente da Renamo, Venâncio Mondlane, veio a público dizer que a Renamo, entidade politica e legal, sentindo-se na obrigação moral de apaziguar os ânimos dos seus dissidentes tem apelado ao fim dos ataques e regresso à família renamista, em nome do diálogo e da concórdia.

O assessor politico de Ossufio Momade, presidente da Renamo, Venâncio Mondlane reconhece que o partido tem responsabilidades sobre os ataques do grupo dissidente e obrigação moral de parar o conflito armado e dialogar com a autoproclamada Junta Militar, liderado por Mariano Nhongo.

“Abrimos uma janela para um diálogo com a própria junta Militar, no sentido de que a Renamo sente que também tem alguma responsabilidade e tem alguma obrigação moral de criar condições” para a resolução das reivindicações dos rebeldes, disse Mondlane.

Ele vincou que a Renamo “repudia e não se identifica” com os ataques do grupo dissidente, manifestou preocupação com a última sequência de ataques e reconheceu que “estão a sofrer uma evolução”.

Mondlane disse que a Renamo tem mostrado uma postura de tolerância e abertura para o dialogo com os dissidentes liderados por Nhongo.

O partido, prosseguiu Mondlane, já manifestou publicamente a intenção de dialogar e convidou o líder dissidente para a mesa de diálogo, mas não recebeu uma resposta oficial palpável de Nhongo.

“A Renamo continua aberta para aqueles que são nossos irmãos na verdade e que estão à margem daquilo que é o futuro, das perspetivas do futuro do país, que é a pacificação de Moçambique,” disse Mondlane, insistindo que os dissidentes da Renamo devem seguir o novo roteiro de paz.

Na mesma semana, em entrevista à VOA, Mariano Nhongo, declinou negociar com o presidente da Renamo, alegando que Ossufo Momade não está “a valorizar a vida dos que morreram pela democracia”, e afastou a possibilidade de integrar o processo de desmobilização por considerar o processo novamente “falhado”.

 

 

 

 

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