Preto & Branco

Marlene de Sousa ilustra o potencial dos RH em Moçambique

Através de um livro intitulado MUNDO RH EM MOÇAMBIQUE- As pessoas e suas histórias,  obra da autoria da jovem moçambicana empreendedora com foco a área de RH, de 31 anos de idade nascida e crescida em Quelimane que, por sua vez aos 18 anos foi a Maputo para dar continuidade dos seus estudos e que mais tarde veio a parar em Lisboa. Este, foi lançado no transacto dia 22 de setembro do ano corrente na cidade de Maputo. A obra de 119 páginas, debruça as vinte e duas histórias  dos profissionais de RH no nosso país desde do sector público e privado e nesta primeira edição foram impressos 500 exemplares e no que tange à sua venda decorreu mais do que era esperado.

Para a materialização desta grande obra que mostra a potencialidade dos profissionais dos RH’s em Moçambique, a autora aplicou fundos próprios. A obra teve patrocínio oficial da Coca-Cola e com parceiros tais como Internacional Youth foundation, Smart Casua, Clicky Digital e Porto de Maputo.

De realçar que, a autora em 2018 criou um evento “Fórum RH em Moçambique” o maior evento de Recursos Humanos no país e único onde no lançamento em junho do mesmo ano, teve apoio da empresa CONTACT e Fidelidade Seguros em que terminou em um sucesso e em dezembro do mesmo período fez a primeira edição tendo reunido profissionais de RH.

Entretanto, no ano seguinte, em 2019 realizou a 2ª edição onde o Fórum foi igualmente um sucesso mas internacionalizado no sentido de trazer oradores de Portugal, África do Sul, Zimbabwe, Quénia para troca de experiência. E este ano, Marlene decidiu internacionalizar o evento onde lançou em Março em Angola e Cabo verde uma conferência criada por ela e gerida por moçambicanos.

No circuito de trabalho intenso com os recursos humanos, foi neste prisma em que de Sousa escreveu o livro e num olhar atento no que é o futuro dos jovens no país. Ao questionar a camada juvenil sobre o quê e porquê seguir certa área, as respostas segundo a fonte, na sua maioria foi a observação dos seus progenitores que lhes indicam ou indicaram a fazer um curso e não decisão própria.

“Das conversas que tenho com jovens e com candidatos e sempre perguntava, como eles escolheram a formação que estão seguindo e quase 80% das pessoas em Moçambique dizem que, é porque o meu pai, minha mãe,  meu avô é que disse para seguir essa formação e são pouquíssimos que por si próprio pensam e fizeram ou fazem avaliação quais são as suas competências e o que sabe fazer bem e o que gosta”, fez menção Marlene de Sousa.

A nossa interlocutora refuta a questão de puxar as referências de fora do país que por sinal, os cidadãos moçambicanos têm medo de mostrar as suas referências nacionais e não gostam de falar de si e não gostam de partilhar às suas histórias e com isso, faz com que as referências sejam as pessoas de fora porque estas estão habituado a partilhar as suas histórias e contudo, foi com esse objectivo de criar referências e começar a partilhar. Essa situação é notório desde das academias em que usa-se a literatura internacional.

Ao lançamento dessa obra a fonte sublinha que, deve ser uma bíblia para o futuro profissional de RH em Moçambique para poder perceber qual foi o caminho destes profissionais que foram anunciadas as suas histórias e como eles fizeram. E, a nível internacional procura posicionar os profissionais moçambicanos ao mesmo nível de profissional em qualquer outros país ou mais competente de qualquer pessoa e que sejam convidados para fora do país para partilhar suas histórias porque têm muita coisa boa para partilhar.

Paralelamente a este período de pandemia, a fonte adverte que o RH deve identificar os talentos e ter uma componente humana, pois, os colaboradores neste momento precisam de apoio psicológico por ser um momento de muita incerteza para evitar que as pessoas fiquem perdidas e não só, é para o RH mas também para todos profissionais. Todos profissionais que gerem pessoas devem ter uma componente humana para o sucesso das empresas e sem gestores de capacidade de identificar talentos não é possível chegar ao sucesso.

De Sousa voltou a terra natal em 2015 onde no mesmo ano no mês de setembro, nasce a sua empresa denominada ATITUDE que surge com propósito de criar uma empresa muito focada no desenvolvimento de competências para mercado de trabalho para os jovens.

“Porque quando trabalhei numa empresa, os directores de RH diziam queriam contratar jovens mas os jovens não estavam preparados para o mercado de trabalho, não tinham atitude (riso…) acho que era esse fundamento e a ATITUDE numa primeira fase estava muito focada na contratação de jovens mas antes de contrata-los, fazer uma preparação para o mercado de trabalho no sentido de como elaborar um CV, como se comportar numa entrevista de trabalho e nós contratávamos para um programa de estágio”, explicou Marlene de Sousa como nasceu a sua empresa.

A compilação do livro contou com a equipe da ATITUDE, gestora de conteúdos, a Editora RH Portugal que foi encarregue de revisão, paginação e capa e a impressão foi feita em Moçambique com 500 exemplares duma primeira fase.

Na cerimónia do lançamento deste que é a primeira obra da Marlene de Sousa, foi brindada da intervenção da Ministra da Administração Estatal e Função Pública Ana Comoana para abertura do evento no porto de Maputo e para que este livro seja consumido por todos, está em manga a parceria com as livrarias e o mesmo livro existe em online para busca de reconhecimento internacional. Aliás em breve até por aí dezembro terá a versão em inglês.

Face a esta publicação, os RH são desafiados a mudança e melhoramento da sua postura que suscita ao medo quando se fala de RH pelos cidadãos e deve ser estratégico, e que um RH seja a porta aberta e que a pessoa esteja a vontade em se dirigir ao um profissional de RH.

O caso de recrutamento que exige-se anos de experiências e que para os que são recém formados têm sido uma barreira insolúvel para os jovens, Marlene diz que o RH dever ter sensibilidade a essa parte porque os anos de experiências não devem ser visto na área específica e o RH de futuro deve olhar pela vontade do recém formado dando oportunidade.

Assim sendo, outros desafios dos RH  é a capacidade de melhoramento flexível internamente nas empresas e as perspectivas da nossa entrevistada, tem um Fórum em Moçambique e em Cabo Verde e em 2022 vai lançar um maior Fórum de RH em África que será chamada “RH AFRICA” e será em Cape Town e o objectivo de lançamento deste evento,  é continuar a expandir e quer que a nível de África seja visto com maior reconhecimento.

Marlene de Sousa faz consultoria em RH, empreendedora em foco a área de RH, licenciada em Relações Internacionais com pós-graduação em Gestão de Recursos pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, fez ainda em Direitos Humanos na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e mestrado em Políticas de Desenvolvimento de Recursos Humanos na Universidade de Lisboa e fundadora da primeira Associação de Recursos Humanos de Moçambique, professora na área de RH  e fundadora de ATITUDE. É actualmnte Embaixadora da Organización Internacional de Direitos de Capital Humano para África, maior organização de directores de capital humano criada em Espanha.

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