Preto & Branco

Sheila Jesuíta:

 Uma voz  no rejuvenescimento dos Ghorwane 

Natural de Maputo e com infância influenciada pela música, Sheila Jesuíta Maxlhungo Luís, ou , artisticamente , Sheila Jesuíta , constitui um dos pilares vocais no rejuvenescimento da consagrada banda musical moçambicana Ghorwane cujo “CV” oferece-nos décadas de performance nacional e internacional . Afeiçoada ao estilo jazz e  blues ,  Jesuíta tem na manga o seu primeiro single , que mesmo antes de ser lançado já viraliza nas plataformas digitais. Segue os excertos da entrevista que concedeu ao Preto & Branco. Preto & Branco ( P & B ): Sua voz parece revelar-nos traços de blues e jazz…

Sheila Jesuíta ( SJ ): Provável influência do que andei a ouvir na infância e adolescência. Jazz/blues foi o que ouvi em casa e nas escolas por onde passei, o “DNA” acaba absorvendo tudo a que é exposto e vai-se libertando aos poucos, em várias situações.

P & B: Quando canta atrai a audiência, sua voz faz vibrar plateias. Onde busca essa energia contagiante?

SJ: (Risos), sou uma pessoa de personalidade algo forte, e isso acaba indo para o palco, a minha natureza fica mais exposta quando estou em palco. É a minha energia natural.

P & B : Que mensagens previlegia nos seus temas?

 SJ: Mensagens de cunho social mas exalto muito o amor, porque acho que precisamos falar dele sempre e fazer deste mundo mais sensível ao amor. E exalto o ser humano, no geral, sem distinção de gênero.

P&B: Que desafio é ser músico e viver da música em Moçambique?

 SJ: Ser músico em Moçambique é ser atrevido, desafiar protótipos e se preparar todos os dias para o inimaginável. Não é fácil ser músico em Moçambique,mas não é impossível. É difícil viver de música porque a Lei não defende esta classe. Tem que amar muito o que faz para ter a força de “tentar” viver só de música.

P&B: No âmbito do confinamento  e restrições impostas pela pandemia da Covid-19 vários sectores enfrentam uma verdadeira crise. Para  o caso de músicos que desafios se colocam?

SJ: Impõe-se o acesso à alternativas de subsistência para quem vive apenas da arte. Tudo fechado, tudo barrado, e sem as plataformas digitais à mão é impossível sobreviver à pandemia, sem entrar em colapso emocional e financeiro.

P&B: Que tipo de realizações tem promovido para apoiar psicologicamente e/ou socialmente seus admiradores  no âmbito do isolamento imposto por esta pandemia prevalecente?

SJ: Apresentações online é a maior interação com os admiradores através das plataformas digitais.

P&B: Que tema considera marco na sua carreira?

 SJ: O que está para ser lançado, “Em Maputo Tem”, já viralizou antes mesmo de ser lançado. É de me orgulhar.

P&B: O que se pode fazer para assistir socialmente o músico?

 SJ: Uhfff, … muita coisa se pode fazer. O primeiro passo é valorizar o músico depois Ouví-lo, vão se surpreender com a quantidade de coisas que o músico quer dizer.

P&B: Qual é o grande sonho da Sheila?

 SJ: Viver e crescer já seria uma grande benção, porque o resto a gente alcança.

P&B: O que te inspira e qual a sua base de apoio?

SJ: A música no geral me inspira, em qualquer uma eu busco aprender algo. A família é a minha base de apoio moral.

P&B: Como tem preenchido os tempos livres?

SJ: Trabalhando sempre, criando, socializando, lendo e ensinando.

P&B:  trabalho em vista e mensagem aos fãs …

SJ: Meu single “Em Maputo Tem”. Aos meus admiradores a mensagem que deixo é: Não desistam nunca, a persistência resulta!

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