Preto & Branco

Câmara do Comércio de Moçambique desafia aos empreendedores a formalizar seus negócios

Representada pela Presidente do Pelouro do Género e Sector Informal da Câmara do Comércio Módy Maleiane, desafiou os empreendedores na manhã de quarta-feira (16) no mercado grossista de Zimpeto em Maputo a formalizar seus negócios e a optar pela produção nacional para redução da dependência externa que o país enfrenta em particular nesta época da pandemia da covid-19. A ideia da visita visa trazer os comerciantes dentro da Câmara do Comércio para se beneficiar da defesa dos seus direitos como comerciantes e quebrar as barreiras que tem vindo a sofrer.

Como papel da CCM, está neste momento a promover três tipos de cartões de membros tais como cartão Silver, Bronze e Gold. Estes cartões dá benefícios porque a organização é o que pretende ter um nicho aos produtores, iniciativas que podem promover a agricultura e tanto para as outras áreas.

Segundo a Presidente do Pelouro de Género e Sector Informal da Câmara do Comércio de Moçambique Mody Maleiane, a escolha do mercado grossista de zimpeto, foi uma ideia certa pois a abordagem que foi apresentada  pelos importadores, é um trabalho que a CCM tem vindo a desenvolver e ela acredita que quando produzir localmente e o produtor fique somente responsável por produzir, os importadores fiquem responsável por importar, esse é o principal papel da câmara porque com o problema que o país vive da pandemia, dificilmente é ter acesso a travessia.

“se nós unirmos a nível nacional e fazer o mapeamento, identificar quem são os produtores, quem são os transportadores de forma organizada dentro desta plataforma, acho que haverá um sistema de ganhos para todos porque só em Mocambique se diz que o produtor não tem condições de independência financeira e nós acreditamos que é um cenário que pode vir a mudar. Mas para que isso mude é preciso que a gente comece a olhar para o associativismo”, explicou Mody Maleiane Presidente do Pelouro do Género e Sector informal da CCM.

A Presidente frisou ainda que não é possível financiar alguém que não esteja dividam ente organizada. É preciso que essa entidade no mínimo faça parte da CCM como membro porque existem regras e normas a nível da documentação que s`ao minimamente exigível para que possa ser uma pessoa financiável. De salientar que a CCM abriu um sector informal para atender as preocupações do mesmo sector.

Por seu turno, face a essa visita que tinha como objectivo formalizar os vendedores daquilo que é o maior mercado do país mercado grossista do zimpeto, os mesmos estiveram a par do convite e mostraram a sua satisfação em fazer parte da organização que poderá impulsionar o que é o seu foco do negócio para garantir o que é a sua sustentabilidade e o desenvolvimento económico. Os vendedores pese embora tenham aceite o convite, reclamam de monopólio dos produtores nas suas machamabas e neste sentido, os mesmos pedem a colaboração do sector dos produtores  para estender uma cooperação activa no que tange a comercialização dos produtos nacionais visto que, até  então dependem dos produtos de fora.

“Trabalharíamos com os nossos nacionais em vez de atravessar fronteiras e nessa época pandémica, fluxo de frutas nos mercados diminuiu e só importamos  laranja e no país não temos esta fruta e chegamos a pagar um camião de laranja a cinquenta mil meticais na fronteira”, disse Ana Maria importadora no mercado grossista de zimpeto.

Outra parte a sombra, são as cobranças na fronteira do Ressano Garcia uma media de dois rands por quilograma de laranja e este valor inquieta aos importadores daquele mercado e sustentam que ser elevado exigido na fronteira em relação ao valor de stock.

O limão é uma fruta vista como entrave para importar visto que nesta época da pandemia tem sido necessitada para produção de desinfetante mas devido as dificuldade da travessia não conseguem ter.

E para Conceição Simião coordenadora da CCM,  não existe nenhuma lógica de uso de força estrangeira para alavancar a economia e na sua óptica, os moçambicanos tem a capacidade e ela é da opinião de desdobramento da manga e dar gás ao trabalho com firmeza porque só os nacionais podem produzir e cuidar dos seus irmãos abastecendo em todo território. Aliás, a coordenadora pede ao ministério da agricultura que abrisse a oportunidade de os produtores poderem trabalhar em prol de desenvolvimento do país.

“Nós viemos de longe e tínhamos maiores dificuldades mas acredito que daqui a alguém tempo ultrapassaremos o cenário. O nosso importador sofre muito na nas fronteiras e é sujeita a cada coisa que n`ao tem sentido”, disse a nossa interlocutora.

“Na fronteira é um problema para as pessoas que trazem produto ao nosso país ou perdem ou paga muito dinheiro. As mulheres trabalhadoras alimentam Moçambique inteiro e por isso se afiliar a CCM, ela é do estado, dai elas tem defensores e n~ao podem perder o tempo, deve se inscrever na câmara para verem os resultados. Toda mulher sabe trabalhar só que n~ao tem espaço para desempenhar seu trabalho”, acrescentou a fonte.
Hermenegildo Rui presidente da associação de importação e comercializaç~ao dos produtos frescos considera a visita como momento oportuno que veio despertar das oportunidades que se repelia dos seus associados, uma oportunidade de ingressar a CCM sendo a entidade que representa o com’ercio nacional e com esta acção poderá criar certas condições para os comerciantes exercer suas actividades de uma forma rentável. Hermenegildo descreve as espectativas nos quadrantes dos seus negócios e é por essa razão que a sua preocupação é:

“Expandir o nosso negócio. Expansão de negócio em que sentido? Há muitas mineradoras no país que precisam de produtos alimentares de maneira que poderia ser caminhos para conseguirmos chegar até a essas mineradoras fornecer os produtos produzidos a nível nacional e assim como importados”, Hermenegildo Rui expectante na inserção da CCM.

Ele é igualmente expectante no alavancar da produção nacional e incentivo de produção para sair da dependência externa e nesta saída, a nossa fonte disse que não é possível desenvolver agricultura sem fundo sendo ela cara e é por isso que pedem incentivos para a marcação do espaço para desenvolvimento das suas actividades.

De frisar que a CCM está a incentivar aos agricultores sobre todos sentidos a partir de alface até arroz para a prática da agricultura familiar que possa sustentar suas famílias ou vendas.

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