Preto & Branco

Desportivo Maputo e Liga Desportiva ponderam não participar no Moçambola caso modelo clássico não seja subsidiado

O Grupo Desportivo Maputo e a Liga Desportiva também da capital do país, afirmaram na reunião desta segunda-feira com a Liga Moçambicana de Futebol que ponderam não participar no Moçambola 2020, caso não sejam atribuídos subsídios aos 14 clubes, isto se a prova for disputada no modelo clássico de 14 clubes todos-contra-toda e à porta fechada.

Esta posição foi apresentada pelos presidentes das duas colectividades, Inácio Bernardo e Rafik Sidat, que disseram no calor das discussões havidas na Casa do Futebol, que a Covid-19 veio agravar a situação deficitária dos clubes moçambicanos.

“Já estamos a arrastar este assunto desde Março e não temos tido uma saída para resolver estas questões todas provocadas pela pandemia da Covid-19. Este modelo (clássico com 14 equipas) nas condições em que os clubes estão é praticamente insustentável, já na normalidade era insustentável e neste momento para nós seria impossível, por isso é que nós queremos dar este grito de que subsidiem-nos se querem este modelo do Moçambola para que nós possamos participar, isto não é apenas questão da Liga ou do Desportivo, é de todos clubes com excepção dos que são já subsidiados e que tem essa capacidade financeira”, explicou Inácio Bernardo.

Contratos com jogadores estão em risco

Outra preocupação apresentada pelos clubes está relacionada com a situação contratual dos jogadores que chega ao fim no mês de Outubro, justamente na altura em que se cogita o arranque do Moçambola, caso sejam anunciadas medidas de desconfinamento para as modalidades colectivas para os próximos tempos.

“A preocupação real é os atletas chegarem a Outubro e rescindirem os contratos unilateralmente porque terão terminado os contratos, ainda por cima com algumas dívidas que se referem a este ano, iríamos entrar numa situação de instabilidade, sei que ao nível da FIFA os contratos claramente foram extendidos, mas precisamos de clarificar e esclarecer este assunto e que seja resolvido o mais urgente possível, pois corremos o risco de chegar a Outubro ou Novembro numa situação muito mais complicada”, comentou o Presidente do Desportivo Maputo.

Clubes contestam pagamento de taxas de licenciamento

Outro assunto aflorado nesta reunião está relacionado com o recente comunicado da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) que indica a redução das taxas de licenciamento dos clubes do Moçambola que desceram de 60 mil Meticais para metade deste valor.

Jeremias da Costa, Presidente do Costa do Sol diz que os clubes se sentem enganados, pois a Direcção de Feizal Sidat fez promessas de que iria isentar os clubes do pagamento dessa taxa devido à crise derivada da pandemia da Covid-19.

“Na última reunião que tivemos disseram-nos que ficaríamos isentos ao pagamento da taxas de licenciamento e iríamos pagar apenas taxas administrativas, surpreendem-nos quando nos informam que temos que pagar 30 mil Meticais, isso não é isentar numa situação em que estamos na penúria, o Presidente Feizal Sidat prometeu isentar, a comissão de licenciamento disse o contrário e esteve aqui um jovem da CAF que disse que outros países não pagam essas taxas, portanto estamos aqui a ser usados, nós é que carregamos a cruz e há pessoas que vão vivendo à francesa e não pode ser assim”, disse Jeremias da Costa.

As contas feitas pela Liga Moçambicana de Futebol apontam para meados de Outubro para o início do Moçambola, caso as autoridades decidam pela reabertura da actividade dos desportos colectivos. (LANCEMZ)

 

Adicionar comentário

Leave a Reply