Preto & Branco

EUA começam fase 3 dos testes a vacina contra a covid-19

A farmacêutica AstraZeneca confirmou nesta segunda-feira que iniciou a fase 3 da vacina contra o novo coronavírus nos EUA. É a terceira empresa a fazê-lo. Deverá ser dada em duas doses quando chegar ao mercado.

A AstraZeneca divulgou que está a “recrutar 30 mil adultos com 18 anos ou mais, de diversos grupos raciais, étnicos e geográficos, que sejam saudáveis ou que tenham condições médicas estáveis, incluindo aqueles que vivem com VIH, e em risco elevado de contrair infeção pelo vírus SARS-CoV-2”.

Os participantes deverão receber duas doses – uns da vacina, outros de placebo, com quatro semanas de diferença, segundo a CNN.

Com o nome de AZD1222, a vacina da AstraZeneca combina uma versão enfraquecida de um vírus que causa uma gripe comum em chimpanzés e uma proteína do vírus que causa covid-19 para induzir uma resposta imune. Uma vez autorizada a produção, a farmacêutica diz querer trabalhar com governos e organizações na produção de milhões de doses e criar acesso alargado e equitativo à vacina.

Reino Unido, Brasil e África do Sul já estão a realizar a fase 3 dos ensaios clínicos da vacina. Japão e Rússia também estão na calha para a realização destes testes.

Esta vacina, que está a ser desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, que a licenciou, e é apoiada pelo governo norte-americano, à semelhança do que acontece com a investigação das farmacêuticas Moderna e Pfizer/BioNTec. Também chegará à Europa, à luz do acordo celebrado com a União Europeia para a compra de 300 milhões de doses (6,9 milhões das quais para Portugal).

Neste momento, existem 130 vacinas contra a covid-19 a ser investigados no mundo. Rússia e China dizem já ter começado também a testar em seres humanos. A Rússia diz pretender que esteja pronta até ao final do ano, e a China confirmou a vacinação em funcionários em pontos-chave como profissionais de saúde e postos alfandegários.

Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde aconselhou os países a não apressarem o desenvolvimento de vacinas nem as autorizações.

 

Nova Iorque atrasa início das aulas para dar mais tempo aos professores

As autoridades de Nova Iorque, que ao contrário de outras cidades norte-americanas decidiu voltar às aulas presenciais, anunciaram nesta terça-feira que vão atrasar o seu início para dar mais tempo aos professores para prepararem o regresso, devido à pandemia.

As aulas presenciais na cidade norte-americana de Nova Iorque foram interrompidas, devido à pandemia do novo coronavírus, em março passado, e o ensino passou a ser realizado de forma remota.

O anúncio de hoje, de um adiamento por 11 dias, está a ser interpretado como um recuo do presidente da câmara nova-iorquina, uma vez que o democrata Bill de Blasio afirmou, durante os últimos meses, que os mais de um milhão de alunos matriculados nas escolas públicas de Nova Iorque precisavam de regressar aos estabelecimentos de ensino e retomar as aulas presenciais no início do outono.

Apesar de sistemas escolares de outras grandes cidades dos Estados Unidos, incluindo Chicago, Los Angeles, Miami ou Houston, terem decidido arrancar com o novo ano letivo de forma remota e sem aulas presenciais, Bill de Blasio sempre seguiu um plano que previa uma reabertura híbrida das salas de aulas em 10 de setembro, data agora adiada para 21 de setembro.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) estimou hoje que apenas um em cada três alunos no mundo irá regressar às salas de aulas no fim do verão, com dois terços da população estudantil a nível mundial a permanecer “sem escola” devido à atual pandemia.

 

Dois terços dos alunos não deverão voltar à sala de aula em setembro

Na segunda-feira, os Estados Unidos ultrapassaram a barreira dos seis milhões de casos diagnosticados de infeção pelo novo coronavírus desde o início da crise pandémica, segundo os números contabilizados pela universidade norte-americana Johns Hopkins.

Os EUA são o país mais afetado a nível mundial pela atual pandemia de covid-19 em termos absolutos, registando mais de 183 mil mortes. Os números divulgados mostram que cerca de 20% das infeções pelo novo coronavírus verificadas no mundo foram registadas nos EUA.

 

 

 

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