Preto & Branco

Incêndio no jornal Canal de Moçambique

Nyusi ordena investigação

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, condenou “veementemente” o ataque contra o jornal Canal de Moçambique que deixou em ruinas a redacção daquele órgão  de comunicação, domingo último, em Maputo, e disse ter dado ordens para levar os seus autores à justiça.

“Condeno veementemente os ataques ao Canal de Moçambique perpetrados por desconhecidos na noite de ontem (referência a domingo,  dia 23 de Agosto). A liberdade de imprensa é um pilar da democracia e conquista dos moçambicanos que deve ser protegida”, escreveu Filipe Nyusi na sua página do Facebook nesta segunda-feira.

O Chefe de Estado acrescentou ter instruído “as autoridades a investigar e trazer os perpetradores à barra da Justiça”.

O incêndio que deixou em ruínas a redação de um mais críticos jornais ao Governo, particularmente no campo da corrupção, foi criticado por vários sectores moçambicanos.

O MISA-Moçambique afirmou que está-se perante um “ataque” que “nunca deve ser visto de forma isolada”, uma vez que faz parte de “forças mais retrógradas da sociedade para reverter o processo democrático em Moçambique” e pediu uma investigação ao Governo.

O pesquisador do Centro de Integridade Pública, Borges Nhamire, considerou que o atentado foi um “ataque contra a democracia e liberdade de imprensa”.

O director da Carta de Moçambique considerou o incêndio “um atentado terrorista contra a liberdade de expressão e contra a liberdade de imprensa”, mas garantiu que que a linha editorial “não se vai curvar perante o fogo”.

Moçambique tem sido palco de muitos ataques contra meios de comunicação e jornalistas, bem como o desaparecimento de vários profissionais de comunicação, sem que os autores de tais atentados tenham sido presentes à justiça.

 

Por outro lado, o presidente da Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, Ossufo Momade, manifestou solidariedade ao semanário Canal de Moçambique pelo incêndio, provocado por fogo posto, na redação do jornal, considerando que se trata de um “grave ferimento à democracia”.

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