Preto & Branco

Federação Moçambicana de Vela de mãos atadas

Perante as dificuldades ultrapassadas pelas velejadoras, a Federação Moçambicana de Vela e Canoagem mostra-se incapacitada para suprir as necessidades das atletas. Apesar de serem bolseiras olímpicas, o Presidente da FMVC afirma que o valor canalizado pelo Comité Olímpico de Moçambique destina-se ao Clube Marítimo, onde têm decorrido os treinos.

“Felizmente nós temos atletas bolseiras e a Bolsa Olímpica tem conseguido colmatar aquelas que são as dificuldades das atletas, mas tendo em conta que essa bolsa só se recebe de quatro em quatro meses, a própria federação acabou fazendo uma parceria com o Clube Marítimo onde as atletas treinam para que o clube possa adiantar algumas necessidades das atletas e assim sempre que as atletas recebem o valor da bolsa a federação tem reembolsado porque não temos outra fonte de rendimento para poder salvaguardar as necessidades que as atletas vem a reclamar” disse Hélio da Rosa.

Quanto ao apoio que a federação tem prestado, DeyseNhaquile reconhece o esforço e o empenho da FMVC para responder a algumas dificuldades que têm enfrentado no dia-a-dia para chegarem ao local dos treinos.

“A Federação faz de tudo. Eles pagam o meu transporte, mas não podem fazer de tudo. Precisam de apoio do Comité Olímpico. A Federação fez de tudo para eu viver aqui perto, em casa da minha irmã, mas não podia ser por muito tempo. O Reitor da minha universidade ofereceu-me uma bicicleta, mas não posso sair de Khongolote até aqui de bicicleta todos os dias, não vou aguentar” disse Nhaquile.

Apesar das inúmeras dificuldades relatadas pelas atletas e pelo Presidente da Federação Moçambicana de Vela e Canoagem o balanço dos treinos desde a retoma até esta parte é considerado positivo.

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