Preto & Branco

O Teatro da construção da estrada de Ntsiveni-Boquisso

Tudo começou quando MHL Construções e Logística empreitada responsável pela construção duma extensão de 5 km da estrada de Vundiça mais conhecida de estrada de Boquisso, que bloqueou a mais de três semanas a rodovia para dar a continuidade da construção de asfaltagem daquela via que liga EN1 (Nstiveni) e Mukhatine atravessando os bairros Intaka, Mali e Boquisso. É da segunda vez que a empresa de construção bloqueia a estrada originando a desgraça para os utentes usuários dessa via de acesso e do princípio teriam fechado durante um mês de Nstiveni ao complexo Bem-estar perto do rio Mulauze e agora da entrada de Intaka Village (projecto intaka cinco mil casas) em diante.

E por aqui onde os automobilistas que pretendem chegar ao seu destino usando a rodovia de Boquisso entram em encenação teatral resultante da morosidade da construção da estrada e naquela via tudo fica como na selva salve quem poder e quem quer desafiar usar as vias alternativas acaba no malabarismo rodoviário de inteirar às suas viaturas atendendo as vontades de viajar, mas, nem tudo sai perfeito como todo mundo espera quando se faz a via de comunicação. Os atrasos nos locais de trabalhos são acumulativos podendo reduzir a produtividade pois mesmo madrugando os mesmos prevalecem devido o centro de teatro rodoviário que se assenta.

São carros inteirados que proporciona os biscates para a rapaziada do bairro Intaka que para não deixar as viaturas causar turbulência no local, jovens munidos de pás e estacas posicionam em todos extremos para retirar viaturas inteiradas. Aliás, quem quer desafiar pelas vias alternativas tem a obrigação de passar a alta velocidade rezando que não se intersecte acidentalmente com outras viaturas vindo doutra margem porque a via é única e sentido único dando espaço de prioridade de trânsito e as mesmas vias estão esburacadas.

À nossa chegada no ponto mais crítico das alternativas, a nossa equipe de reportagem teve que quebrar o protocolo, ajudar alguns automobilistas inteirados para a empurrar para permitir a passagem.

É a partir daqui que os nossos interlocutores descrevem a desgraça do uso alternativo para chegar ao destino e da morosidade do trabalho e falta de eficiência sinergética da empreitada responsável e as fontes sugerem a cedência de um sentido de trânsito ou o uso das bermas da estrada para evitar a suspensão das suas viaturas.

“Estamos a sofrer mano porque na minha óptica deveria estar a trabalhar numa faixa para permitir a transitabilidade dos carros e que andem pela outra faixa esperando a sua conclusão para depois entrar noutra visto que as viaturas estão a inteirar e são muitas viaturas na mesma circunstância e não sabemos por onde andar devido e o bloqueio da estrada já faz uma media de duas semanas que bloquearam e demoram bastante e na minha preferência sugeria os chineses pois são flexíveis tendo em conta que trabalham de noite e dia” lamentou Ana Xavier Mausse.

“Com o bloqueio da estrada como está sendo colocada a asfaltagem, temos de procurar maneira de sobressair do outro lado e aqui está cheio de areal e sempre os carros inteiram e a quem de direito tinha que arranjar forma de solucionar as vias alternativas para uma boa transitabilidade”, desapontou Cristola Fonseca.

“O trabalho daquela empreitada não é nada boa visto que fecharam e a estrada é de quatro faixas e eles estão a trabalhar nas duas faixas, o que dificultou para deixar uma parte da via de acesso continuar? O tempo de duas semanas que levaram a fazer aquilo muita coisa aconteceram com os nossos carros e sendo assim deviam deixar uma faixa de cada margem para permitir o trânsito e classificando o seu trabalho, não estão fazendo nada porque desde que começaram em Abril até agora nem chegaram na paragem Munhembane sinceramente significa que não estão a fazer nada e prefiro chinês embora fazem coisas não tão boas mas prefiro porque são flexíveis e os nossos é um teatro que estão a fazer”, descreve Onicia Vilanculos.

Para o jovem que presta apoio aos automobilistas que inteiram nas vias alternativas diz por dia mais do que sete carros e a partir da 6h da manha se instalam naquele local para prestar apoio e com isso tem conseguido uma pequena remuneração na parte dos donos das viaturas e “os grandes carros cobramos 100mt a 200mt para a posterior nos dividirmos e os ligeiros cobramos 50mt, aparece também a policia a expulsar nos”, explicou Yurani Matola.

De salientar que no dia 10 do mês alusão, o dia que a nossa equipe de reportagem escalou aquela rodovia, os transportadores da rota Kumbeza-Mukhatine há horas transactas nossa redacção teria recebido uma chamada dos transportadores anunciando uma greve alegando as vias de acesso que usam para prática das suas actividades rotineira que prejudicam os seus autocarros.

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