Preto & Branco

Lançada a 2ª edição do Sandbox regulatório do Banco de Moçambique

Foi lançado na passada segunda-feira (10) do mês em curso a segunda edição do Sandbox na capital do país nas instalações do Banco de Moçambique.

Foi neste contexto que o Banco de Moçambique introduziu, no Sistema Nacional de Pagamentos, medidas extraordinárias que estão a ser implementadas pelos bancos e instituições de moeda electrónica.

A segunda edição do Sandbox Regulatório enquadra-se no âmbito da implementação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2016-2022, que tem como objectivo, entre outros, aumentar o nível de acesso e uso dos serviços financeiros para a população moçambicana.

No seguimento deste objectivo, o Banco de Moçambique conta com a participação de vários parceiros, com destaque para o Financial Sector Deepening Moçambique, instituição com a qual celebrou um Memorando de Entendimento em Janeiro de 2018, visando o desenvolvimento do projecto de incubadora para as Fintechs, também conhecido por Sandbox.

Governador do Banco de Moçambique Rogério Zandamela descreve o intuito do lançamento do projecto e diz que “pretende-se que este projecto responda aos desafios impostos pela inovação tecnológica virada para os serviços financeiros, sem negligenciar os desafios ligados à mitigação de riscos, estabilidade financeira, protecção do consumidor e conduta do mercado”, referiu.

Portanto, em Maio de 2018, foi lançada a primeira edição do Sandbox Regulatório, através de um concurso promovido pelo Financial Sector Deepening Moçambique, no qual participaram cinco Fintechs, tendo resultado na aprovação das empresas Robobo, Mukuru e Paytek.

“É neste âmbito que iremos, hoje, proceder à distribuição de Certificado de Participação a estas três entidades que deverão, a posterior, passar pelo processo de licenciamento”, enfatizou Rogério Zandamela.

Nesta segunda edição do Sandbox Regulatório contou com a participação de sete Fintechs: Zazu Africa, Pyypl Group ltd, Trusty Computer Solutions, ACGEST, Smart Key Services, Paga e Pertence.

Para FSD-MOZ classifica que a pandemia da Covid-19, que assola o mundo inteiro, veio confirmar que as plataformas e soluções digitais são a resposta actual dum futuro muito próximo. O sector não esta `a margem disso.

E, há cerca de dois anos esteve neste mesmo local para inaugurar estas instalações e conferir a abertura oficial da primeira edição do Sandbox e “apraz-nos, portanto, este dia coincidir com a entrega de certificados a este primeiro grupo de “start-ups/fintechs” reguladas para operar/transaccionar no sistema financeiro moçambicano”.

É um sinal inequívoco de que a abordagem “testar e apreender” “test and learn” resultou. É um sinal de confiança e sobretudo de muita responsabilidade.

“Este ano testemunhamos o lançamento da primeira edição da Revista Anual de Fintechs, que apresenta-nos o panorama dum sector que tem potencial para crescer e contribuir significativamente para resolver os problemas de acesso e uso aos serviços financeiros que respondem as necessidades de determinados segmentos da população do país, em particular famílias residentes nas zonas rurais, produtores agrícolas, mulheres, jovens, pessoas portadoras de deficiências Físicas e visual, pequenas e médias empresas aliás um dos objectivos que a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (2016-2022) visa resolver. Desta maneira as Fintechs estarão a contribuir para a inclusão financeira, inclusão social e acima de tido para o alcance dos objectivos de desenvolvimento sustentável”.

Por fim, a FSDMOC quer continuar a ser parceiro do Banco de Moçambique, da Associação de FinTech de Moçambique e dos demais actores para o desenvolvimento dum ecossistema de serviços financeiros digitais mais robusto e fortemente dedicado aos mais desfavorecidas.

A cerimónia foi marcada pelo lançamento do centro de inovação, um espaço que pretende juntar, entre outros, entidades emergentes, empresas, reguladores e provedores para, de forma conjunta, estimular a inovação através da troca de experiência com peritos de diversas áreas. Para este evento o BM contou ainda com uma apresentação do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique sobre o tema Blockchain e Cryptomoeda.

 

 

 

 

 

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