Preto & Branco

“Moçambique deve posicionar para captar interesses de investidores” defende João Figueiredo

Numa situação em que o mundo vive um verdadeiro choro da “crise económica”, o Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco defende que, depois da crise mundial criada pelo novo coronavírus, Moçambique deve criar condições para se posicionar como um espaço geográfico preferencial na captação do interesse de investidores globais.

O dirigente daquele estabelecimento bancário João Figueiredo considera que a localização geoestratégica do país, alavancada por um custo de mão-de-obra acessível, aliado a um investimento na sua formação e regime fiscal atractivo, poderá posicionar Moçambique como palco alternativo para muitas agro-indústrias cuja capital internacional é hoje o famoso Império do Meio.

“Compete-nos a nós moçambicanos aproveitar esta oportunidade e proceder à criação de um ambiente regulatório favorável ao investimento local e estrangeiro, no curto a médio prazo, com o intuito de gerar novas cadeias de valor internas, promovendo assim a independência da produção alimentar e emprego da população socialmente excluída”, explica João Figueiredo.

Aliás, na opinião do banqueiro, a agricultura é o ponto no qual se deve investir ainda mais, pois “a segurança alimentar no país é uma preocupação presente, numa economia largamente importadora de produtos alimentares”.

Além da agricultura, João Figueiredo aponta o sector de telecomunicações, como um ponto em que se deve prestar atenção no novo normal.

“No contexto do novo paradigma de distanciamento social, o sector das telecomunicações pode ainda reinventar-se, para um crescimento sustentável apostado na inovação de tecnologias que permitam a interacção ininterrupta e eficiente das famílias e empresas, a custos cada vez mais reduzidos”, sugere o empresário.

Mas porque só o discurso não basta, o Moza Banco, instituição da qual João Figueiredo é PCA, já começou com diferentes actividades com vista ao apoio, por exemplo, da agricultura.

“Porque nos apercebemos da importância que o sector agrícola e o desenvolvimento rural têm para o país, criámos recentemente uma unidade de agro-negócio especializada, cujo objectivo passa por prestar assessoria e suporte a diversas empresas, empresários e projectos nas zonas e no sector em apreço”, ressaltou.

Adicionar comentário

Leave a Reply