Preto & Branco

Houve precipitação na destruição do pavilhão do Estrela Vermelha da Beira

O secretário de Estado do Desporto mostrou-se agastado com a destruição do pavilhão do Estrela Vermelha da Beira. Para Carlos Gilberto Mendes houve precipitação e garantiu que só não há mão dura do Governo porque o mal já foi feito!

Em missão de serviço na região Centro do País, o governante revelou que não é claro o contrato recentemente anunciado pelo Estrela Vermelha da Beira, o que prevê a destruição do antigo pavilhão para edificação de um projecto imobiliário.

Gilberto Mendes assumiu não entender os benefícios deste negócio para desporto, na medida em que o contrato que liga o clube e o investidor prevê o arranque das obras de construção do novo pavilhão só daqui a cinco anos.

Confrontado com a revelação de que o projecto teria sido previamente apresentado ao secretário de Estado do Desporto, Mendes sacudiu a água do capote e explicou que, do encontro havido em Maputo para o efeito, deixou recomendações ora ignoradas.

“Nós deixamos recomendações à direcção do clube Estrela Vermelha da Beira para que tivesse alguma contenção e esperasse pela nossa visita a estas infraestruturas. Isto por forma a que, em conjunto, possamos ver o melhor modelo de parceria, com ganhos claros para o clube e para o desporto”, explicou Mendes.

Visivelmente agastado, o governante disse sem rodeios que o que se decidiu em Maputo não foi cumprido, ao que “infelizmente houve uma precipitação com o arranque das obras”.

“Não se evoluiu para uma situação de embargo, ou seja, não embargamos a obra pois o pavilhão está destruído”, acrescentou Gilberto Mendes, assegurando que a intervenção da Secretaria de Estado do Desporto tem por objectivo fazer entender às partes que negócios do género “devem ser sempre a bem do desporto, do clube e dos sócios”.

A intervenção da Secretaria de Estado do Desporto (SED) suspendeu, por agora, a continuidade do projecto imobiliário no espaço onde agora jaz o pavilhão do Estrela Vermelha da Beira.

Assim assegurou Joaquim Gomacha, presidente daquele colectividade, que decidiu por fim acatar as recomendações daquela entidade governamental.

“Havendo esta abertura por parte do Governo, nós não podemos de forma alguma rejeitar os conselhos aqui deixados. É um apoio necessário e nós estamos abertos a ouvir”, disse.

Adiante, Gomacha avançou estarem agendados vários encontros com a SED para um futuro breve, “nos quais vamos reavaliar o projecto de modo a que o Estrela Vermelha da Beira seja aqui o grande vencedor. É que podemos estar a pensar que o clube sai a ganhar do negócio, enquanto tais ganhos não são suficientes”.

“Vamos reavaliar tudo. Vamos sentar e ver se realmente estamos ou não para receber o suficiente. Se não estivermos, voltaremos a reunir com os investidores no sentido de adequarmos os contratos numa base em que as partes envolvidas saem a ganhar”, rematou o presidente do Estrela Vermelha da Beira, no quadro da visita que Gilberto Mendes efectuou às instalações daquela coletividade da Província de Sofala.

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