Preto & Branco

Clubes do Moçambola enfrentam dificuldades financeiras e necessitam de apoio

Os clubes que participam do Campeonato Nacional de Futebol da primeira divisão estão a passar por dificuldades financeiras devido à redução dos apoios por parte dos patrocinadores, referiu o Porta-voz dos clubes e Presidente do Costa do Sol, Jeremias da Costa, após reunião na Secretaria de Estado do Desporto, na última segunda-feira, no dia 6 de Julho.

“É preciso assegurar que os clubes recebam financiamento porque de outro modo estão todos, basicamente, falidos. Não há nenhum clube que vai dizer que eu sou uma excepção. Todos os clubes, incluindo os big fives [os cinco grandes] estão em dificuldades [financeiras] extremas. Temos que encontrar uma melhor solução de competição que seja viável para que a gente não esteja nesta bola de neve” considera Jeremias da Costa.

As empresas que patrocinam e ajudam a viabilizar o “Moçambola” e o desporto no geral reduziram o apoio, por isso, o Porta-voz dos clubes espera que exista outra instituição para colmatar esse vazio nos patrocínios, pois há despesas fixas nos clubes que nem com a interrupção da actividade desaparecem.

“Todos patrocinadores ou quase a maioria reduziram drasticamente o seu apoio ao desporto. Não estamos a falar só do futebol. Essa redução precisa que alguém de uma outra instituição possa fazer a cobertura que as despesas com deslocação existem, as despesas com estágio existem, os contratos com salários foram assinados não sei há quantos meses, é uma despesa quase fixa” disse Costa.

O Presidente do Costa do Sol afirma que actualmente o futebol não tem sido um parceiro fiel pois tem tido dificuldades ano após ano para liquidar as dívidas.

“Anualmente vamos acumulando prejuízos, dívidas na praça. Portanto, queremos resgatar o nome do futebol transformando-o num parceiro fiel e fidedigno que quando assume um compromisso, paga esse compromisso. Neste momento, infelizmente, não é o que tem acontecido”concluiu Jeremias da Costa

Em Abril, os clubes já relatavam as dificuldades que estão a enfrentar devido à pandemia da Covid-19. A título de exemplo, o Ferroviário de Maputo revelava que a principal empresa patrocinadora [CFM] reduziria significativamente o apoio financeiro por conta da diminuição da actividade nos portos e caminhos de ferro em todo país.

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