Preto & Branco

Moçambique lança o primeiro navio de mercadoria após 30 anos

Trinta (30) anos depois Moçambique de estar fora da operação da cabotagem marítima, testemunhou na passada segunda-feira (13) do mês em curso em Maputo o carregamento do primeiro navio de cabotagem marítima que poderá vir a impulsionar a qualidade na cabotagem marítima e reduzir os custos de operação.

A cerimónia da partida do primeiro navio de cabotagem marítima foi testemunhada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, o carregamento do primeiro navio de cabotagem, que se enquadra no quadro do relançamento da cabotagem marítima, assinalada no transacto dia 10 de Junho pelo estadista moçambicano Filipe Jacinto Nyusi.

Trata-se do Navio “GRETA”, com capacidade para o transporte de 270 contentores, cerca de 4 mil toneladas que partiu, nesta ultima segunda, com destino final o Porto de Pemba, passando sucessivamente pelos portos da Beira e Nacala, transportando produtos alimentares, equipamento de construção rodoviária e ferroviária, entre outras mercadorias.

Desse modo, com a nova a revitalização da cabotagem marítima em Moçambique, o Sector dos Transportes e Comunicações espera conseguir o transportar de mais carga a menor custo, o que significa que o consumidor final vai pagar menos, dinamização da comercialização agrícola, facilitando o escoamento da produção para alimentar os principais centros de consumo, revitalização das infra-estruturas portuárias da rede terciárias, dinamizando a economia dos distritos costeiros, geração de postos directos e indirectos de emprego, entre outros impactos positivos para economia nacional.

Para o arranque da cabotagem marítima, descontinuada há cerca de 30 anos, por razões diversas, o Governo fez um profundo trabalho para a criação das necessárias condições como a reforma legal, introdução do serviço de cabotagem marítima na Janela Única Electrónica (JUE) para ter um maior controle fiscal e aduaneiro, redução de taxas de navegação e estadia de navios, cobradas pelo INAMAR e INAHINA, acordo com as concessionárias dos portos para a redução das taxas portuárias para embarcações de cabotagem.

Importa referir que o relançamento da cabotagem marítima é implementado pela Sociedade Moçambicana de Cabotagem (SMC, S.A), um consórcio constituído entre a empresa TRANSMARITIMA S.A. (capitais públicos) e a PEUCHAUD MOÇAMBIQUE, S.A (capitais franceses).

Há cinco anos atrás, o sector privado queixava-se bastante da fraca qualidade na cabotagem marítima que culminava em altos custos na operação e para empresários moçambicanos era impensável a utilização do mar para fazer transacoes das suas mercadorias em Moçambique e fato este que causou altos custos de manuseamento de carga nos portos do país. Este problema obrigava os empresários a recorrerem ao transporte rodoviário, que era incapaz de responder à demanda de carga em Moçambique.

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