Preto & Branco

Ensino Superior Privado “pede” 50 milhões de meticais

Uma sondagem feita pela Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas (AIESP), junto às instituições de ensino superior privadas, tornada pública última quarta-feira pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), revela que a soma total das receitas em risco devido aos estudantes vulneráveis subscreve-se em cerca de 50 milhões de meticais. E como solução, Agostinho Vuma, Presidente da CTA defende a injecção de igual montante, isto é, de 50 milhões de meticais como forma de ajudar os estudantes, suas famílias e as instituições a se manterem em activo.

Agostinho Vuma, Presidente da CTA revelou estes dados na abertura da Webinar, que além do Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Gabriel Salimo, teve também a participação dos reitores e directores gerais das instituições de ensino superior privado com objectivo de avaliar o impacto da Covid-19 no ensino superior e as condições para a retoma do regime presencial de aulas, este prejuízo.

Esta sondagem, de acordo com o Presidente da CTA, revelou que a pandemia reduziu o nível das suas receitas que resultam do pagamento das propinas para menos de 50% e revelou, ainda, que os devedores, só 25%, não o fazem por questões de vulnerabilidade.

Relativamente à soma total das receitas em risco devido aos estudantes vulneráveis, avaliada em cerca de 50 milhões de meticais, Agostinho Vuma revelou que, “esta é a soma que as instituições necessitam de injecção actualmente, e ajudaria aos estudantes, suas famílias e as instituições a se manterem em activo, distribuídas de maneira desigual pelo país e pelas instituições de ensino superior privado”.

Aliás, Agostinho Vuma referiu que este tema desperta o interesse de toda a sociedade e que tem sido objecto dos mais acesos debates em diversos círculos sociais, mais concretamente depois do mais recente anúncio do Presidente da República, da possibilidade do relaxamento das medidas decretadas no contexto do Estado de Emergência para a retoma das aulas presenciais.

“Sendo a CTA, confederação que congrega interesses privados, este tema interessa sabido que, do total das cerca de 57 instituições de ensino superior no país, 65% são privadas, portanto, unidades empresariais”, vincou Agostinho Vuma.

 

 

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