Preto & Branco

Estudantes da 12ª classe viram ˮcobaiasˮ da Covid-19

No contexto do retorno às aulas presenciais, previsto na última prorrogação do Estado de Emergência, o Governo deliberou arrancar, de forma experimental, com os alunos da 12ª classe, a nível nacional.

Esta deliberação emana do último Conselho de Ministros, reunido na última terça-feira, que submete, tacitamente, ao teste de exposição à propagação do novo coronavírus que está em taxas cada vez crescente no país.

Com efeito, o regresso às aulas presenciais está marcado para dia 27 deste mês, porém, nem todos os alunos voltam à escola, impondo-se a criação de condições seguras pelas respectivas escolas, Igualmente, irão voltar às aulas em final deste mês todos aqueles que estão a fazer a formação de professores, no âmbito de relaxamento concedido pelo Chefe de Estado, Filipe Nyusi ao sector da Educação.

“Estamos a falar de 171 escolas que leccionam a 12ª classe e 19 institutos de formação de professores em condições, sem problemas de água e sanitários, que retomarão nesta primeira fase”, explica o porta-voz do Governo, Filimão Suazi, que logo de seguida convidou a Osvaldo Machatine, titular da pasta de Obras Públicas e Recursos Hídricos para explicar sobre as intervenções a serem feitas nas instituições de ensino que ainda não estão em condições.

Vai decorrer, segundo Machatine, a reabilitação das fontes de água nas escolas e casas de banho, num prazo de 55 dias. Mas porque há escolas sem sequer casa de banho ou fonte de água (bastante útil – sempre foi útil e necessária – nos últimos dias para a lavagem das mãos), aqui decorrerão mexidas de raiz que vão durar 90 dias.

“O Governo encontra-se a fazer o levantamento de todas as infra-estruturas escolares existentes, quer seja do nível secundário, primário, quer seja institutos de formação de professores e internatos”, disse o ministro das Obras Públicas, para depois referir que o objectivo é de aferir quais as instituições de ensino tem condições de leccionar garantindo protecção aos formandos.

No país existem 667 escolas de nível secundário, 27 institutos de formação de professores e 157 centros de internato.

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