Preto & Branco

Ponta de Ouro quer associar desporto ao turismo para arrecadar receitas

Ponta de Ouro, um dos destinos turísticos de eleição na Província de Maputo, se aliada ao desporto, pode tornar-se em fontes de receitas para o país e atrair eventos internacionais, defende o Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes.

Para atrair eventos internacionais à Ponta do Ouro, o Secretário de Estado do Desporto pretende realizar naquela região o início de uma Maratona que terá como enfoque a Reserva Especial de Maputo.

“Uma Maratona por si só já atrai muitos atletas a nível internacional e é transmitido por cerca de 53 países. Portanto, é uma grande montra para o turismo e as potencialidades paisagísticas do nosso país a serem vistas em outras latitudes. Uma Maratona que atravessa uma reserva já por si apresenta algo inédito e especial. Ter atletas a correr atravessando girafas, gazelas ou zebras, faz com que qualquer maratonista em qualquer parte do mundo queira estar aqui” disse Mendes.

As declarações do homem forte do desporto do Executivo chefiado por Filipe Nyusi foram proferidas aquando da tomada de posse do novo Presidente da Associação dos Operadores Turísticos e Económicos da Ponta do Ouro (AOEPO).

O Governador da Província de Maputo, Júlio Parruque, dirigiu a cerimónia de tomada de posse e demostrou total abertura para potencializar o desporto na Ponta do Ouro.

“Para nós é necessário que se explore o potencial que temos aqui, não só para recreação, mas também para geração de renda às famílias locais e estruturar-se condições para que haja emprego no desporto aquático” afirmou o Governador da Província de Maputo.

Por sua vez, o novo Presidente da AOEPO, Luís Timba, reconheceu que a Covid-19 tornou difícil a prática do desporto na Ponta de Ouro. Timba acrescentou que há um plano de regulamentação da praia, um passo importante para realização de desporto, mas pela situação que se vive foi interrompido.

Gilberto Mendes perspectivou levar à Ponta do Ouro, em forma de contributo para a massificação do desporto na região, competições nas modalidades de vela, canoagem ou surf.

Ginásios prontos a retomar actividade dizem proprietários no encontro com Mendes

O representante dos ginásios, Zulfikhar Chirida, considera que o risco de se ir ao ginásio é igual ou inferior ao de outras actividades que estão a funcionar.

‘O risco que se pode ter indo à mercearia, ao banco, ao transporte público é o risco igual ou superior de alguém que vai ao ginásio. Não há menos e nem mais risco” disse o representante dos ginásios. A questão financeira provocada pela pandemia que tem assolado várias empresas foi um ponto tocado por Chirinda.

“A Covid-19 veio tirar muitos empregos, colocou muitas pequenas e médias empresas na falência e a Covid-19 vai continuar. Mesmo na presença de Covid-19 temos que viver” reafirmou o representante dos ginásios.

 

As preocupações dos gestores de ginásios foram apresentadas, ao Secretário do Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, ao seu elenco e a técnicos do Instituto Nacional de Actividades Económicas (INAE).

A Directora Jurídica da Secretaria do Estado do Desporto, Silvia Langa, afirma que a auscultação aos representantes dos ginásios é pertinente pois estes serviços não são só importantes para a qualidade de vida, mas também apoiam os atletas das diversas seleções nacionais.

“Podemos discutir possíveis propostas para termos prontas, de antemão, assim que estiver pronta a possibilidade de retoma deste serviço que é uma plataforma essencial não só na qualidade de vida, mas também para apoiar os atletas que estão a retomar para várias actividades ou compromissos internacionais” disse Langa.

Os gestores de ginásios garantem que é possível regressar às actividades com o cumprimento de certas medidas como p distanciamento físico; limpeza dos equipamentos; uso de máscaras para os funcionários; termômetro para medir a temperatura dos clientes; limitar o número de utentes por hora; higienização das mãos à entrada, entre outras medidas

Proposta para evitar colapso do futebol nacional será submetida ao Conselho de Ministros

Depois de duas horas e meia de encontro entre os agentes do futebol moçambicano e a Secretaria do Estado do Desporto, os participantes neste encontro elaboraram uma proposta que será submetida ao Conselho de Ministros e a mesma tem em conta a necessidade de evitar que o futebol moçambicano colapse.

Essencialmente, os clubes pediram que sejam adoptadas medidas de relaxamento que possam possibilitar o regresso da modalidade, de modo a que o Moçambola possa iniciar dentro de dois a três meses, com uma pré-época realizada antes disso, dependendo das decisões que forem tomadas ao nível superior, segundo frisou Francisco da Conceição, Director Nacional do Desporto de Alto Rendimento.

Uma equipa vai estudar que modelo competitivo será adoptado para a realização do Moçambola, tendo em conta as condições financeiras e sanitárias, visto que a doença está longe de fazer parte da história em toda parte do Mundo, adiantou Ananias Couana, Presidente da Liga Moçambicana de Futebol.

Um protocolo sanitário elaborado pela Comissão Médica da Federação Moçambicana de Futebol já foi submetido ao Ministério da Saúde, sendo que a FMF predispôs-se a disponibilizar material diverso com vista a prevenção da Covid-19, assegurou Feizal Sidat.

Neste encontro os clubes reiteraram as ideias saídas do encontro realizado a 16 de Junho da necessidade de um apoio financeiro, tendo em conta que todos estão em dificuldades de tesouraria para fazer face às responsabilidades de pagamento de salários aos jogadores, treinadores e todos envolvidos no futebol, frisou Jeremias da Costa, Presidente do Costa do Sol, o porta-voz dos clubes.

Tendo em conta que os parceiros que suportam o Moçambola também estão a passar por dificuldades financeiras, aventa-se a hipótese de o campeonato nacional de futebol disputar-se por regiões e não no modelo clássico de todos-contra-todos. Refira-se que este modelo foi amplamente discutido o ano passado, sendo uma que não colheu o agrado dos decisores políticos do país.

 Clubes do Moçambola querem alívio das regras de licenciamento em vigor

Os clubes que vão militar no Campeonato Nacional de Futebol, Moçambola, querem que sejam aliviados os critérios para o seu licenciamento, considerados bastante exigentes para a realidade do futebol nacional.

Aliás, os critérios apertados estão na origem de apenas três clubes estarem até aqui licenciados para participar no Moçambola  deste ano, o que teoricamente equivale dizer que se fosse para a prova iniciar 11 formações inscritas não seriam admitidas a participar na competição.

Esta questão foi debatida na reunião  entre os principais agentes do futebol nacional, nomeadamente a Federação Moçambicana de Futebol, Liga Moçambicana de Futebol, Clubes e a Secretaria de Estado do Desporto.

“É de domínio público que apenas três clubes do Moçambola obtiveram até à data a licença e verificamos que, de facto, muitas das condições que são exigidas são para o nível de competição CAF, o que foi acordado é que os clubes junto a Comissão de Licenciamento vão refinar a lista dos requisitos para o licenciamento e próxima semana teremos os novos requisitos que possam assegurar que mais clubes recebam a licença”, disse Jeremias da Costa.

Nos critérios actuais para que os clubes tenham a licença de nível A, que habilita a participar no Moçambola e nas competições da CAF, os mesmos deverão cumprir com os critérios estabelecidos no regulamento de licenciamento, destacando-se as infraestruturas adequadas, treinadores com a licença CAF, estar registado, ter estatutos e sede, estrutura (órgãos sociais eleitos e contabilidade organizada), infra-estruturas básicas, campo ou estádio próprio ou arrendado para a realização de jogos e  equipas de formação.

 

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