Preto & Branco

Receitas de gás podem reduzir à metade

Relatório recente da Oxfam e da Resouces for Development Consulting, refere que as receitas do gás a explorar na área “Coral Sul”, cujo consórcio é liderado pela multinacional italiana Eni, longe das actuais expectativas avançadas pelo Governo, na voz do ministro dos Recursos Minerais, Max Tonela, que estima em 24 biliões de dólares, a fasquia pode fixar-se em somente 11 biliões de dólares.
” Uma revisão dos indicadores económicos dos projectos do gás natural da bacia do Rovuma refere que, ao preço de 70 dólares por barril, o projecto Coral Sul FLNG vai render 11 biliões de dólares durante a vida do empreendimento.”
Mesmo considerando a estimativa reducionista do consórcio petrolífero, que prevê receitas na ordem de 16 biliões de dólares, a situação será sofrível o encaixe do Estado moçambicano, quanto mais, se se equacionar a baixa de preço do gás.
Pois, segundo avança o portal de notícias Zitamar, compulsando o estudo supracitado, “se o preço do petróleo continuar abaixo de 55 dólares o barril, o pior cenário traçado pela Oxfam, o projecto vai gerar apenas 5,5 biliões de dólares”, equaciona-se.
Aliás, o valor em baixa, de 55 dólares por barril, também tem sido projectado pelo Bloomberg Consensua for Brent para 2022, quando o projecto ” Coral Sul” começar a comercializar os 3,4 milhões de toneladas/ano.
Contudo, as receiras  estimadas em 11 biliões de dólares no relatório em menção, corroboram com as iniciais estimativas governamentais, “avançadas em 2018 pelo Ministério da Economia e Finanças, que comunicou aos credores que Moçambique poderá ganhar 11,5 biliões de dólares”, considera-se.

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