Preto & Branco

O Artista deve criar novas formas de sustento, assegura Xixel Langa

Numa altura em que a crise humanitária, novo coronavírus ascende a expectativa das autoridades nacionais e internacionais fazedores da cultura são chamados para intervir como actores sociais, participar no processo de sensibilização e consciencialização da sociedade.

Trocamos dois dedos de conversa com a conceituada cantora moçambicana Xisseve Janett Langa para entender melhor o que tem sido seu dia a dia no âmbito da crise.

Xixel considera que aos 19 anos de idade começou a carreira a solo porque antes havia sido corista em diferentes bandas. Nos seus temas podemos encontrar mensagens de Deus, Amor e, o quotidiano.

Ser músico em Moçambique é ser rico em melodias, composições, temas, mas pobre em respeito, consideração e, bem como a falta da justiça autoral. É possível viver de música sim, tendo em conta a disciplina de cada um.

O músico deve produzir e promover seu produto pós o mercado é bem concorrido e cada um puxa por si.

Isto acontece no meio de vários desafios onde surge a obrigação para nós reinventarmos… criar novas plataformas de venda de trabalho e, só assim que de facto consigamos algum sustento é importante procurar novas fontes de rendimento.

Sempre gostei de usar as redes sociais para divertir me com textos verdadeiros e meio cómicos e, também sou membro da Associação dos músicos Moçambicanos.

Todos temas são marcantes para minha carreira embora o tema “SOL MI”, foi a primeira música do meu primeiro trabalho discográfico.

Meu sonho é um dia poder ter uma Escola onde gratuitamente podia ensinar aos mais novos do pouco que sei e/ou conheço não importa basta ser arte e/ou oficio qualquer como: música, dança, interpretação, portuguesa, matemática… aquilo que for útil para a comunidade.

Até esta altura tenho um disco editado devo agradecer a família que tem apoiado desde o inicio da carreira

Já ganhei quatro prémios nacionais tais como: Revelação Top Feminino- 2004; Melhor voz-2005; Melhor voz feminina NGOMA MOÇAMBIQUE – 2017; Melhor Canção-NGOMA 2018.

Admiro vários músicos mais Salif Keita, deixa-me de rastos, admiro bastante veja que em tempos livres gosto de ficar em casa em família, gosto também de praticar desporto.

Durante este período de confinamento tenho estado a lançar singles e, também tenho trabalhado no meu próximo trabalho.

Gostava de deixar uma mensagem de esperança para todos e em especial para os meus admiradores, um agradecimento especial a todos por tudo que têm feito para mim, haja consciência e observância nas recomendações das autoridades a prevenção é melhor remedio e, fique em casa.

 

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