Preto & Branco

Chuvas condicionam a transitabilidade no troço Boquisso-Mukhatine

Com este evento climático que se registou nos últimos dias na província de Maputo, os bairros e arredor de Município da Matola, Boquisso e Mukhatine não escaparam por nada, e é por isso que os utentes pedem a mais aceleração da construção da estrada Vundiça mais conhecida de estrada Boquisso que liga a EN1 com distrito de Moamba pois, estes meses são tipicamente caracterizadas de chuvas e para esses bairros quando chove ficam num autêntico labirinto.

Com as descargas atmosféricas que se verificaram na zona sul do país tal que o INAM previa com tempo frio e chuviscos ou chuvas fracas localmente moderadas em Maputo, condicionaram a circulação de transporte de passageiro e carga no Município da Matola nos dias transactos tendo obrigado os transportadores a abandonar as suas actividades na sequencia das chuvas que caíram no intervalo de terça-feira a quinta-feira da semana finda, acompanhada de baixas temperaturas em toda zona sul de Moçambique.

Os dias eram caracterizados de utentes à caminhada a procura de chapa para seu destino mas o desejo não era satisfeito devido a ausência de carros que pudesse acompanhar ao seu destino, e, quando se aperceberam da nossa presença no terreno muitos transeuntes recusaram da nossa entrevista alegando a pressa que tinha de procura de transporte “chapa 100” e carros de atracção a quatro rodas, 4×4 que pudesse fazer chapa naquele troço como é o caso dos carros mistos de Agência Metropolitana de Transporte (AMT) e dois machimbombos de grande porte. Era impossível também encontrar utentes sem agasalho na via pública e assim como nas próprias residências devido a temperaturas ligeiramente baixas que se faziam sentir que a dez anos a zona sul não registava o nível tão baixo de temperatura.

Para Sara Alberto Guambe residente no bairro de Mukhatine e vendedeira no mercado de mesmo nome que se encontrava na paragem a mais de três horas foi uma das fontes que encontramos a caminhar com destino á zimpeto com esperança de conseguir carros pelo caminho a não que subir chapa no Tsivene (EN1) local alternativo para todos utentes da estrada Boquisso-Mukhatine e que outros transportadores só carregam uma media de 10 pessoas e muitos ficam na paragem a deriva.

“Fiquei mais de três horas na paragem Mukhatine e sem meio de sermos transportados optei por caminhar e esperançada de ter um carro que possa levar me a zimpeto e caso não consiga vou caminhar até Tsivene. Tenho que viajar meu pai para fazer stock de alface para minha actividade rotineira e pedimos com mais urgência a aceleração da estrada porque sempre que chover passaremos mesma situação” lamentou Sara Guambe.

E para Cristóvão residente no bairro de Chiboene que por sinal estava a procura de serviços hospitalar viu seu dia a esgotar na estrada devido a falta de meio de transporte devido as condições de estrada em que se encontra devido a chuva que caiu nos últimos dias que transformou num estado pantanoso devido o processo de construção que se observa.

“Usei corta-matos para sobressair nesta estrada caracterizada de lama e isso é resultado da morosidade da empreitada e optei usar esta via porque no meu bairro não temos melhores condições de estrada e de transporte a não ser os “my love” que nos socorrem e só temos um machibombo e quando chove não circula, é por isso que torna difícil transitar para outro ponto desta parcela”, afirmou Cristóvão.

A camada atmosférica mostrou a sua fúria nos últimos dias principalmente para os dias laborais na província de Maputo onde fez a descarga de chuviscos acompanhados de neblina ou nevoeiro ao longo dos vales principalmente durante a madrugada. O poder climático veio retardar o nível de construção da estrada de Vundiça mais conhecida de estrada de Boquisso-Mukhatine. A sua fúria não poupou a ameaça dessa infra-estrutura que vinha dando nova roupagem aos bairros arredores do Município da Matola, tanto que as maquinarias das duas empreitadas foram evacuadas para seus estaleiros sem previsão da retomada das actividades.

A construção da estrada de Vundiça é de uma extensão de 12km com encargo de duas empreitadas que dividem em igual numero de extensão sendo que, a primeira empreitada começou a construção da estrada a partir de EN1 (Tsivene) até posto policial de Boquisso isso no início de Março e até ao momento dessa chuva essa empresa já estava na fase de arrumar pedrinhas de asfalto e a outra empreitada em Abril contemplando prazo de 1 ano ainda na fase de nivelamento da estrada veio se dar o novo espectáculo causada pela chuva que deu a paralisação do ritmo das actividades e toda área compactada virou em lama condicionando a circulação de transporte de passageiros e cargas. A construção desta estrada tem sua data de entrega dia 21 de Abril de 2021.

Recorda-se que no passado Abril Júlio Paruque governador da província de Maputo, a quando da sua visita naquele bairro ao redor do Município da Matola esclareceu que a presença de duas empreitadas visa a aceleração da construção da estrada e para não ressentir do impacto da Covid-19.

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