Preto & Branco

Em menos de seis meses em Cabo Delgado: Número de desterrados duplica  

Em menos de seis meses o número de pessoas obrigadas a abandonar as suas terras de origem ou de residência devido às incursões terroristas em mais de metade dos distritos da província de Cabo Delgado, duplicou, estimando-se em cerca de 211 mil pessoas, cuja preocupação primordial nas zonas de refúgio é o abrigo e comida.

Se em Fevereiro último, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) apontava para a existência de, pelo menos, 100 mil deslocados que fugiam da crescente escalada de violência e ataques brutais, esta semana, esta entidade mundial revelou que a fasquia dos desterrados atinge 211 mil pessoas.

“O Alto Comissariado das Nações Unidas em Moçambique contabiliza um total, onde, desde 2017, grupos armados jihadistas têm protagonizado de 211 mil pessoas deslocadas devido a violência na província de Cabo Delgado ataques que já provocaram a morte de, pelo menos, 600 pessoas”, refere-se.

Citado pela agência Lusa nesta segunda-feira, o representante interino do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Moçambique, Samuel Chakwera, disse que o abrigo é a principal necessidade dos deslocados. “O maior desafio é o abrigo. Eles percorrem longas distâncias e a maior parte acaba ficando em residências de amigos ou familiares”, disse.

 

 

 

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