Preto & Branco

Para quebrar a hegemonia da Frelimo: Renamo deve funcionar como sindicato das populações

Assim considera o historiador e analista francês Michel Cahen, autor de vários livros sobre Moçambique, que considera que a Renamo e toda a oposição precisam de se configurar para não chegarem às eleições gerais de 2024 enfraquecidos e perderem de novo.

Michel Cahen, que participava numa video-conferência sobre “A Renamo pós-Dhlakama”, promovida pelo Instituto de Estudos Sociais e Económicos(IESE), este que é o maior partido da oposição no país deve apostar numa intervenção permanente na vida política e social das comunidades, interpretando o sentimento das populações e apresentando políticas alternativas. ” A Renamo deve funcionar também fora dos períodos eleitorais e assumir-se como uma espécie de sindicato das populações que contestam o clientelismo e os abusos da Frelimo”, considera este académico francês familiarizado com a história moderna e contemporânea moçambicana.

Por outro lado, afiançou que a quebra da hegemonia e confrontação consequente da Frelimo, que dirige o país desde a Independência Nacional em 1975 (45 anos), passa também pelo rejuvenescimento nas lideranças da oposição e suas visões: “Tem de haver uma reconfiguração geracional na oposição, que permita o surgimento de novas ideias, porque a actual geração não conseguiu contestar a hegemonia da Frelimo”, ajuíza o historiador e analista.

 

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