Preto & Branco

Nascer deficiente não é maldição, mas sim uma manifestação Divina

Da realidade que acontece no seio familiar em Moçambique de se repelir dos seus filhos quando descobre que são padecente de alguma deficiência preocupa a próprios deficientes este tipo de carácter pois nascer com qualquer deficiência não é maldição mas sim, uma escolha de Deus. Os ancestrais não assumem a verdade dos seus filhos por mais que estejam a viver juntos e no que tange a sua formação é descriminada e quando é formado ou instruído já os reconhecem.

E foi por meio desse que por volta do ano 2011 que o Rachide Bernardo de 37 anos de idade residente na Beira que terá abraçado uma causa humanitária de ajudar os seus irmãos do solo moçambicano, que consiste em uma iniciativa de trabalho com pessoas portadoras de deficiência quando na altura voltava de Maputo para a cidade que actualmente vive que é a cidade da Beira. À sua chega na Beira, ainda na nebulosidade de sinais mas com planos ideias de ajudar e desenvolver a sociedade e à posterior não tinha ideias de trabalhar com os surdos e na medida em que conhecia um casal vindo da Austrália, sendo que a esposa desse casal era muda, Rachide ficou motivado por ver aquela senhora com as dificuldades que padecia e dai, começou a desenvolver sua actividade com as pessoas portadora de deficiência embora que aquele casal estivesse em missão de serviço e com dias bem contados.

“Eu senti que poderia abraçar para o nosso povo com deficiência em Moçambique e é dai que, tive essa paixão de trabalhar e aproximar a comunidade surda naquele ano de 2011”, explicou Rachide Bernardo como surge a iniciativa tendo acrescentado que por abraçar a causa foi algo desafiante depois de ter conhecido o casal a ideia era de procurar uma família cuja deficiência é surdez para que pudesse aproximar e entender melhor e tentar plantar aquilo que são os objectivos mãe.

Neste caso, o casal australiano foi um dos primeiros contactos que Rachide Bernado terá abraçado a desenvolver e partir desse casal foi mais conhecer outras pessoas sem noção de línguas dos sinais e no seio sentia que deveria saber como alguns deles que estudaram conhecem e foi por conta deles que terão aprendido onde a fonte terá aprendido para poder abraçar a causa com sucesso.

Bernardo refere que na altura poucos tinham o domínio da língua dos sinais e outras informações que não tinha e com esforços que veio desenvolver é notório e louvável a repercussão entre eles que já tem informações e conhecimento de varias coisas que nos rodeia desde a informática e o surgimento da televisão surda.

“Estamos muitos atrasados mas tudo tem seu tempo. Começamos a trabalhar ensinando na área religiosa mas, o objectivo mãe que nós tínhamos não era só essa área religiosa e não somos uma igreja reconhecida e simplesmente a associação é o que nós temos como timbre para que se possa desenvolver outras tarefas”, explicou Rachide Bernardo.

No decorrer da iniciativa, Bernardo foi desenvolvendo muito mais da experiência que foi ganhando com os seus irmãos que por sinal das mesmas deficiência e perante a esta fase ele notava que ainda existe dificuldade para com seus irmãos na percepção da língua dos sinais e “uma pessoa surda que nunca passou da escola de línguas de sinais a comunicação era muito difícil para interagir com ela porque todos nós fazíamos sinais mas, os sinais da escola e da comunidade surda já é diferente de qualquer sinal e pode se entender uma e outra coisa mas, quando você passa de escola a linguagem fica  facilitada e na medida em que eu estava aprender de certas coisas com eles tinha que procurar uma escola pagando mensalidades para poder angariar um pouco de conhecimento numa escola de uma associação isso por volta de 2014”.

No percurso de desenvolvimento das actividades ligadas ao apoio de portadores de deficiência, Rachide Bernardo reflecte felicidade de que uma e outras organizações que trabalha com surdos estão a chegar a um ponto que era parte de alguns objectivos mãe e também sente-se desanimado. E desde a sua inserção nesta causa Bernardo pretende ver uma prosperidade para com o seu grupo e nesta senda houve grandes transformações e mudanças e hoje é uma alegria enorme ver seus irmãos porque há muitos avanços em relação ao passado.

Em Moçambique é normal ver nas ruas das cidades surdos a pedir esmolas em sítios de grandes aglomerados ou de maior fluxo de movimentação de pessoas mas, para os surdos que foram educados pelo Rachide Bernardo ele mesmo afirma que tem uma vida diferente dos outros e conseguem sustentar as suas famílias e estão fora da dependência dos seus pais e isso foi um dos planos que foram desenvolvidos como objectivos.

Para minimizar o sofrimento da comunidade surda para Rachide Bernado defende a necessidade de criação de uma escola especial na Beira e formação dos professores específicos pois existem deficientes que concluem 12ª classe no nosso país, mas não tem como continuar com os seus estudos universitários e mesmo com a formação para esta classe especial há falta de acompanhamento da pessoa com deficiência.

Apesar da descriminação que prevalece nessa classe social, há quem admira a prática de certas tarefas pelos portadores de deficiência em Moçambique. Em Moçambique nesta época da pandemia os portadores de deficiência tem sentido exclusão e caso concreto são as aulas online que em outras universidades os estudantes recebem material e os deficientes visuais não tem recebido nada.

A comunidade surda formada por Rachide Bernardo conta com 70 membros que o protagonista da causa trabalha.

A covid-19 colocou um desafio para os portadores de deficiência sendo face a vigência de estado de emergência, eles interagem via sms´s, redes sociais como WhatsApp apesar de outros não saber escrever e nesta comunidade é considerado como uma família visto que, há sempre a assistência rotineira.

A comunidade surda criada por Rachide certos membros foram enviados para Quénia através de uma missionaria brasileira de outra igreja que por sua vez terá vindo a Moçambique tendo procurado Rachide Bernardo onde manteve uma conversa versando naquilo que a fonte faz “trabalho com portadores de deficiência auditiva” a partir dos seus objectivos e dai partilhou algumas ideias que terá deixado Rachide satisfeito mas ia de acordo com objectivos da agremiação de produzir mais bíblias para dar outros e dai foi aprovada para desenvolver outra parte de aconselhamentos.

Conta-nos que foram quatros (4) membros que foram para Quénia incluindo outra pessoa não residente na Beira mas, de outras igrejas que para tal foi necessário participar de um casting para alcançar outros surdos e ensinar o que é a palavra de Deus e aliás, na formação são evangelizados pessoas com deficiência auditiva e financiado pela organização internacional denominada DOOR que actua na religião e foi por meio deste que a comunidade surda capacitou alguns crentes durante um ano e tendo voltado para Moçambique a desenvolver o trabalho.

A DOOR internacional suporta a eles por um certo valor e o projecto vai até sete anos de evangelização na cidade da Beira e outros pontos do país. Findo da conversa com Rachide apela a quem de direito uma assistência a esta agremiação pois lhes parece poucos que lhes interessam.

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