Preto & Branco

Presidente da Associação dos Comerciantes da Beira apela a criação de movimento de defesa dos informais

Face ao que acontece nos dias recentes de destruição dos mercados na capital do país Maputo, o presidente da Associação do Comerciantes da Beira Jorge Fernandes chama atenção da criação ou existência de um movimento estrutural que lhes pudesse apoiar a não ser desalojados e ter o sector informal organizado e ser controlado por este movimento e o estado podia controlar o negócio e o negócio não se faria de qualquer maneira.

De acordo com Jorge Fernandes olhando para o sector informal tem 80 por centos do empreendedorismo tanto na beira da estrada, os concentrados dos pequenos mercados vulgos “dumbanengue” e por ai fora querendo como não, a associação dos comerciantes tem a necessidade de apoiar este sector a se reorganizar.

“Antigamente o sector informal era adversário e hoje não. Quem precisa de ajuda pode se poder tornar o rosto. O que acontece agora é que estão a ser expulsos dos seus locais que desenvolve as suas tarefas numa altura má para todos e por questões de confinamento é difícil lidar com o dia-a-dia, é complicado e é um assunto de reflexão sobre o sector informal e nós a nível da associação da Beira já temos um estudo e já desenvolvemos projectos que trouxemos novecentos (900) empreendedores”, fez referência.

Para a situação actual de Moçambique, o terceiro mês de estado de emergência aumentou o aperto tendo em conta que inicialmente começou com uma situação de choque onde as empresas rescindiram-se e aquelas que não tiveram outra opção a não que encerrar e com a prorrogação do confinamento resultante do estado de emergência a situação tende a se agravar isso por varias razões e não negócio mas sim também a parte que mais foi afectada que é área do turismo que se não haver uma gerência financeira a situação vai ser mais complexa.

E analisando a primeira situação concreta com muitas empresas que são optimistas não quer dizer que as empresas face a esta situação não mostram-se reinventado porque se tem empresas a se reinventar estão a popularizar o seu objecto social outras formas de fazer o negócio e isso não são complementos e são complementos de segmentar o negócio e não resolver a situação mas minimizar.

Lembre-se a área do empresariado da Beira anteriormente foi afectado com os eventos dos ciclone IDAI que para repor as suas empresas foi um futuro não realizado pois, foram colocadas promessas de apoio a este ramo face aquele cenário mas até aqui, nada aconteceu visto que, tudo ficou em promessas até que a pandemia devastasse o mundo até chegar a Moçambique e um ano depois do evento de ciclone IDAI não recebeu apoio e tudo que ficou como promessa ficou em promessa e nada em concreto existe.

Segundo Jorge Fernandes, um grande desafio para área empresarial da Beira face a exportação e importação dos produtos de circulação da economia considera que o país não é um país exportador mas sim um país importador onde 80 por centos das suas necessidades são capazes de vir de importações.

“Olhando para o comércio agrícola e comércio familiar e o resto em termos de insumos, maquinarias, materiais de desenvolvimento é tudo importado e com esta situação que se assistiu foi a diminuição das importações porque normalmente as importações estão directamente ligadas a estabilização do mercado e com a situação que estamos a viver, o que se sente é que o mercado ficou descapitalizado. No sistema de produção mostra uma faixa, na faixa de produção não produzir”, explicou Jorge Fernandes.

São mais de 14 mil empresas nacionais afectadas pela pandemia da Covid-19 o que compromete, um desemprego massivo dos cidadãos moçambicanos sendo que 100 mil cidadãos ficaram sem trabalho por conta de enceramento das empresas da infecção do inimigo invisível que ganhou o espaço no território nacional e os cem mil para além de ficar sem salários, também deixaram de comprar e deixaram de consumir pois quando se deixa de consumir automaticamente os preços da compra ficaram na loja porque não tem capacidades por não ter os compradores.

Fernandes acrescenta que no ramo de exportação o país tem uma área abrangente ou seja o país não tem grandes exportações e dai que salienta que “a área de exportação é uma área muito selectiva e o país não tem grandes exportações tirando a exportação de pedras preciosas, camarão, tantas estas exportações tradicionais que não param e ai o que pode acontecer é se sentir afectados por outra parte comercial”, salientou.

Durante a este período de estado de emergência na área comercial, Jorge Fernandes defende que as necessidades baixaram olhando para aquilo que era as reservas de stocks que viriam a funcionar em pleno estado de emergência durante os três meses e nestas situações de confinamento as necessidades baixaram e deixa de consumir o desnecessário e passa se consumir aquilo que é extremamente necessário e faz equilíbrio de uma parte da outra.

Nesta crise humanitária em alusão o presidente adverte que os serviços de saúde haja respostas à altura desde o controlo das pessoas, mobilidades das pessoas pois isso preocupa o empresariado por alegadamente ver os cidadãos a circular descuidadamente nos dias em que a recta graduada tende a registar mais casos positivos e com registo de apenas dois óbitos no país e que grande parte das pessoas afectadas são assintomáticas “e vamos esperar que isso se mantenha enquanto o pico da pandemia não possa nos atingir porque esta situação trouxe nos muitos desafios e este momento, é tempo de se preparar e os trabalhos de saúdes que estão sendo feitos são exemplares na questão de mobilização da opinião das pessoas sobre as medidas de prevenção “, sublinhou Jorge Fernandes presidente da associação da Cidade da Beira.

No paralelismo da sequência dos fenómenos naturais que o país passou e agora Covid-19, a associação dos comerciantes da Beira tem desenvolvidos mecanismos desde a aparição do ciclone IDAI liderou o processo de reinvenção do que foram os dados da província e não só, acomodou os dados do KENNETH e agora fala-se de dois eventos acíclicos que junto do gabinete de construção pós ciclones ambos trabalharam e neste momento da crise humanitária, a associação aguarda que haja os famosos prometidos financeiros não em oferta mas em facilidades financeiras.

Recentemente o Banco Central disponibilizou um fundo que não inclui os comerciantes, mas o que se entende até aqui, os bancos são comerciantes como os outros e não se sabe quem está a beneficiar se desse quinhentos milhões de dólares e as taxas de juros dos bancos não são atractivas. Muitas PMEs são a preocupação da associação pois as grandes empresas é que são defendidas e as pequenas não.

 

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