Preto & Branco

Criadas acções de assistências às crianças desfavorecidas devido o impacto da COVID-19

O Ministério do Género, Criança e Acção Social diz que para as celebrações do Dia Internacional da Criança, este ano, teve que instruir os pais e encarregados de educação a não exporem as crianças à contaminação pela COVID-19. Diz ainda que teve que criar acções de assistências às crianças desfavorecidas, com enfoque para as que são chefes de famílias.

Um dia da criança diferente dos outros anos. Sem festas em aglomerados, passeios e muitas brincadeiras, as crianças tiveram que celebrar em casa, por instrução do Ministério do Género, Criança e Acção Social, como forma de prevenir a contaminação da COVID-19 nos menores.

De acordo com Angélica Magaia, directora nacional da Criança, houve necessidade de se apelar aos pais e encarregados de educação a não deixarem as crianças saírem de casa.

“Apelamos que elas estivessem em casa e acompanhassem os programas que foram realizados através da rádio e televisão, onde criamos diversos concursos que as crianças participaram. Não encorajamos as crianças a saírem de casa, muito menos para ficarem em aglomerados nas ruas”, disse Angélica Magaia.

A directora Nacional da Criança diz que devido a pandemia da COVID-19 foram criadas acções de assistências às crianças desfavorecidas, que vão incidir em agregados familiares liderados por crianças.

“Falamos de uma assistência que vai cobrir 990 mil agregados familiares e um dos critérios de elegibilidade que vai se priorizar nesta assistência são agregados familiares vivendo em situação de vulnerabilidade com crianças, vamos priorizar agregados familiares chefiados por crianças, ou chefiados por idosos que tenham crianças”, esclareceu Angélica Magaia, que lamentou a situação que está a ser provocada pela pandemia do Coronavírus.

Facto mesmo é que ainda que tenha havido paralisação de aulas para evitar a propagação da COVID-19, muitas crianças continuam nas ruas, facto que preocupa o Ministério do Género, Criança e Acção Social, que espera que as transferências de valores de apoio possam reduzir a exposição que as mesmas tem de contrair a doença.

Angélica Magaia deixou claro que o processo já começou em algumas províncias e que conta com envolvimento dos governos provinciais, dos municípios e autoridades locais e que “essa assistência vai incidir nas áreas urbanas, periurbanas e fronteiriças, por se considerar que essas áreas são as que as taxas de pobreza são mais elevadas e é onde o impacto da COVID-19 vai se fazer sentir”.

Ainda de acordo com Angélica Magaia, o Ministério do Género, Criança e Acção Social tem vindo a disseminar mensagens de encorajamento aos pais e encarregados de educação para que não deixem as crianças saírem de casa e assegura que é um trabalho que vai continuar por mais tempo, com ajuda das autoridades comunitárias, locais, da polícia e outros agentes.

Até este momento o Ministério do Género, Criança e Acção Social está a acompanhar 1.800.000 crianças desfavorecidas, das quais 10.115 são chefes de famílias, 130.744 estão em centro de acolhimento e 89.069 estão nas comunidades.

 

 

 

Adicionar comentário

Leave a Reply