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Covid-19 em Moçambique: Morte com “rosto” de criança – Médicos chineses apoiam no tratamento….

Moçambique anunciou, na segunda-feira, o primeiro óbito devido à Covid-19, numa altura em que a tendência é crescente de registo de novos casos, sendo que o registo positivo já ascende a casa dos 200 casos, não obstante cerca de 1/3 serem dados como recuperados. Contra todas as expectativas, conjunturava-se que o primeiro registo de óbito seria ao nível do grupo de alto risco, idosos, mas trata-se de uma criança. Ainda, sobre os novos casos de infecção anunciados neste dia “fatídico”, em número de 15, mais de metade são crianças.

A primeira vítima mortal pela Covid-19 é uma criança de 13 anos, cuja amostra foi colhida no dia 20 de Maio na cidade de Nampula, província nortenha do país.

Esta informação foi avançada pela diretora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, em conferência de imprensa de actualização de dados sobre a pandemia no país, tendo explicado que a vítima esteve internada há três meses por outros motivos e, após ter febres e tosse, no dia 20, voltou à unidade de saúde, onde viria a morrer devido à Covid-19, mas “esta criança era seguida nos serviços de saúde, em Nampula, por doenças concomitantes”, ajuntou Rosa Marlene.

Na semana passada, as autoridades moçambicanas anunciaram a morte de uma pessoa infectada com o novo coronavírus, mas devido a outros problemas de saúde diferentes da doença respiratória Covid-19.

 

Mais de 50% dão crianças

A infecção tende a propagar-se e a ter como alvos, em número considerável, crianças. Pois, a primeira morte por Covid-19 em Moçambique é anunciada num dia em que o país registou mais 15 casos, todos de nacionalidade moçambicana. Do total de novos casos reportados, oito são crianças menores de 15 anos. Os novos casos estão distribuídos entre as províncias de Cabo Delgado (4), Nampula (3), Tete (1), Sofala (2), Gaza (2), Cidade da Matola (1) e Cidade de Maputo (2).

Deste grupo de 15, “cinco não apresentam sintomatologia e 10 apresentam sintomatologia leve ou moderada”, declarou Rosa Marlene., acrescentando que os casos encontram-se em isolamento domiciliar e que decorria o processo de mapeamento dos contactos.

A laia de rescaldo a solícita profissional de Saúde, apontou de ate esta segunda-feira, dos 209 casos registados em Moçambique, 183 são de transmissão local e 26 são importados, sendo dadas pelas autoridades como recuperadas 71 pessoas.

Do total de casos já registados, 116 estão na província de Cabo Delgado, seis em Nampula, 43 na cidade de Maputo, 22 na província de Maputo, 12 em Sofala, três em Tete, um em Manica, três em Inhambane e também três em Gaza.

No total, desde o anúncio do primeiro caso no país, a 22 de Março, foram feitos 8.796 testes, tendo sido submetidas a quarentena cerca de 15 mil pessoas das mais de 700 mil rastreadas, continuando 1.772 a ser acompanhadas pelas autoridades de Saúde.

 

Médicos chineses apoiam no tratamento

Enquanto o alarme chama-nos por mais atenção, o Governo tem recebido apoios de vária ordem para conter a pandemia. Neste contexto, obstetras e pediatras chineses partilharam na quinta-feira, semana passada, experiências na prevenção e tratamento da Covid-19 em mulheres grávidas e crianças com médicos moçambicanos, avançou a Xinhua.

Segundo a agência de notícias macauhub, a partilha de conhecimento entre medicos chineses e moçambicanos foi via teleconferência, que durou duas horas. Juntou especialistas do Hospital Materno e Infantil do Oeste da China, afiliado à Universidade de Sichuan, e colegas do Hospital Central de Maputo (HCM).

Segundo a agência noticiosa estatal chinesa, a sessão abordou a prevenção e tratamento de crianças infectadas com Covid-19 e a gestão do período perinatal de mulheres grávidas.

A teleconferência faz parte de uma série de sessões de formação dadas por médicos chineses, permitindo aos especialistas moçambicanos dominar melhor os protocolos de tratamento e gestão de pacientes durante a pandemia, disse o Director do HCM, Mouzinho Saíde.

 

Moçambique e a China possuem um programa de colaboração médica de longo prazo, que inclui o envio regular de equipas de profissionais chineses para o país. O grupo de médicos chineses actualmente em Moçambique ao abrigo de programa também participou na teleconferência, tendo anteriormente ajudado o HCM a estabelecer um plano de resposta à pandemia, sublinhou o Conselheiro Empresarial da Embaixada da China em Maputo, Liu Xiaoguang.

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