Preto & Branco

Hotelaria e Turismo excedem as expectativas em baixa

O sindicato Nacional dos trabalhadores da indústria hoteleira, Turismo e similares concedeu aos jornalistas na manhã desta terça-feira uma conferência de imprensa cujo o seu objetivo era avaliar o impacto da covid -19 na indústria hoteleira, sector este que está a ser severamente afectado pela pandemia que neste momento contabiliza 64.640 trabalhadores dos quais mais de 21 mil foram dispensados pelo patronato e outros em situação de indemnização.

Luis Macuacua, secretário geral do sindicato da indústria hoteleira e Turismo disse que o ano de 2020 inicia com o surgimento da pandemia mundial COVID-19 que tem provocado milhões de infectados, centenas de mortes e colocando em estado de emergência a maioria dos países de todo o mundo.

“Em Moçambique a COVID-19 colocou o país em Estado de Emergência durante os meses de Abril e Maio de 2020 tendo resultado no encerramento de todas actividades de diversão, lazer, religiosas, desportivas e proibição de todo o tipo de aglomeração acima de 20 pessoas ainda  foram encerradas escolas, as fronteiras terrestres e aéreas regionais e internacionais e a emissão de vistos de entrada no país, no que concerne ao sector da hotelaria, turismo e similares é um dos mais afectados pelas medidas do estado de emergência provocado pelo COVID-19 a maioria dos estabelecimentos foram encerrados, colocando desta forma 21.507 trabalhadores, equivalente a 33% dos 64.640 trabalhadores existentes em todo território nacional estes trabalhadores estão na profunda incerteza dos posto de trabalho e sem condições de sobrevivência para si e seus dependentes”.

Macuacua frisou ainda que o Sindicato continua a envidar esforços no sentido de repor a legalidade laboral naqueles estabelecimentos cujas medidas tomadas pelos empregadores violem a legislação laboral.

“Estamos em sintonia com todas estruturas sindicais nos níveis provincial e de base, para participar e colaborar na busca de soluções passivas e menos penalizadoras, estamos preparados e activos para nossa participação na mitigação e combate da propagação do COVID-19 e ainda reconhecemos os esforços dos empregadores que apesar da situação catastrófica em que os estabelecimentos se encontram continuam a proteger os postos do trabalho e garantir os salários dos trabalhadores”. Apontou.

Dados revelados pelo secretário geral revelam que 21.507 trabalhadores encontra-se em condições deploráveis como ilustra a tabela.

De realçar que o SINTIHOTS, acredita na boa conduta e responsabilidade na observância das medidas de prevenção da propagação do coronavírus, com vista a proteger os trabalhadores e suas famílias.

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