Preto & Branco

CDM defende a inovação e resiliência como melhor preparação para pós-covid-19

Um episódio de um caminho incerto e de esperança de incerteza com um olhar entristecido do futuro e do presente característico de tal dito “fim do mundo”, coloca desafios enormes para o sector empresarial bem como para os sectores das actividades económicas (formal e informal) e da sociedade em geral que visa uma geração de renda para alavancar a economia nacional e face a essa ameaça da covid-19, as empresas moçambicanas passam dificuldades enormes por um lado as mesmas tem que arcar com os custos da mão-de-obra que não está em condições de render o que rendia antes por causa da pandemia e outro lado há falta de liquidez em geral no mercado e não só o cidadão comum que não tem dinheiro para gastar, acontece igualmente para as empresas sobretudo as PME que de certo modo não têm dinheiro para manter o nível de stocks necessário (importações, exportações, etc.).

Na voz do administrador da CDM, Hugo Gomes que foi o nosso entrevistado para a presente edição do Jornal Preto e Branco adverte que as empresas para que tenha o seu lugar é importante que as mesmas optem por um espírito de inovação e resiliência como melhor preparação das empresas para pós covid-19 e uma criatividade face a essa pandemia do novo coronavírus que agora esta numa fase considerável da epidemia.

Por ocasião da pandemia da covid-19 momentos atípicos, momentos verdadeiramente sem precedentes, para a maior empresa de produção de cerveja em Moçambique, esta não é uma situação exclusiva da CDM, a generalidade do sector empresarial no mundo inteiro e em Moçambique, vive momentos sem precedentes no passado recente e de futuro incerto. De qualquer modo, é crucial que se olhe para o futuro com optimismo e convicção de que a sociedade sairá desta situação ainda mais fortes.

No âmbito de estado de emergência vigente no país por ocasião do novo coronavírus, a nossa equipe de reportagem manteve uma entrevista com Administrador da CDM Hugo Gomes com o objectivo de saber se a pandemia estaria a influenciar naquilo que são as metas de produção e distribuição do produto ao mercado e a mesma de que forma estaria a influenciar pelo que respondeu de seguintes termos.

“Naturalmente que sim, só para ter uma ideia, o decreto que foi recentemente aprovado pelo Presidente da República, e posteriormente ratificado pela Assembleia da República, impõe o encerramento de bares, barracas, discotecas, entre outros, ora, é por esses canais que parte considerável do nosso volume de vendas é gerado, o que claramente impacta nas nossas metas de vendas e consequentemente de produção”, descreveu Hugo Gomes, Administrador da CDM.

E no que concerne ao nível de exportações e de estratégias a empresa estaria a projectar para assegurar o mercado externo, Gomes realçou que o seu core business é o mercado local, as exportações representam uma ínfima parte do seu volume de vendas, daí que não são elas (exportações) a sua prioridade no presente momento. Para sua empresa, nesta fase, as principais preocupações são: i) a saúde, segurança e bem-estar dos nossos colaboradores; ii) a continuidade na medida do possível dos nossos negócios; e iii) a preparação para a pós-crise.

O ano 2020 é visto como um ano nulo, ano de perdas em que todas forças que já tinham se reservadas com as empresas e os demais da sociedade foi abalada com a eclosão da covid-19 o novo coronavírus e aliado a este cenário, para equilibrar o mercado, a CDM defende a inovação e criatividade às empresas nacionais para uma saída melhor pós covid-19.

“Na presente conjuntura, é absolutamente crucial que todos nós apelemos a nossa capacidade criativa e tenhamos verdadeiramente uma mentalidade inovadora, para que, embora com restrições, as nossas operações continuem a ter lugar. Este espírito inovador e de resiliência são que melhor nos preparará para o cenário pós Covid-19” apelou administrador Hugo Gomes.

Para evitar a propagação do vírus no país o Governo moçambicano activou o Estado de Emergência que veio impor o encerramento das actividades comerciais para o sector da diversão que pelo sinal é o sector que mais gera altos volumes de vendas de seus produtos no mercado nacional e com esta decisão, a CDM considera que o Governo deve aprovar um conjunto de medidas fiscais com vista a aliviar o impacto da Covid-19 nas empresas ao deferimento do pagamento do IRPC, ICE e IVA.

“Como referido anteriormente, é também pela indústria de entretenimento que são gerados muitos dos nossos volumes de vendas, e claro que o banindo ou a restrição de vendas por esse canal tem um grande impacto para nós. Gostava de aproveitar para referir que quanto a nós, é crucial que o Governo aprove um conjunto de medidas fiscais com vista a aliviar o impacto do Covid-19 nas empresas, refiro-me particularmente ao deferimento do pagamento do IRPC, ICE e IVA”, acrescentou Hugo Gomes.

Na senda da entrevista com o nosso entrevistado Hugo Gomes administrador da CDM analisando o empenho do primeiro trimestre, o administrador considera que o trimestre findo foi marcadamente positivo e que foi até melhor que o igual período do ano anterior. O Covid-19 só começou a impactar as suas operações no início do segundo trimestre.

 

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