Preto & Branco

Zonas urbanas podem ressentir insegurança alimentar aguda até Junho

De acordo com o relatório internacional antevê insegurança alimenta aguda, nas zonas urbanas devido o abrandamento da economia e restrições em corrente se ainda estiver em vigor até o mês de Junho resultante do estado de emergência decretado no mês de Abril tendo sido prorrogado para dia 30 de mês em curso.

Moçambique um país que sofreu desastres climáticos IDAI e KENNETH que assolou as províncias nortenhas e hoje segundo relatório Internacional descreve que a violência armada em Cabo Delgado (norte) e o terceiro ano de seca no sul devem prevalecer como principais causas de insegurança alimentar em Moçambique nos próximos meses, agravada pela covid-19.

No entanto, as duas zonas nortenhas e Sul, pintadas de laranja vivo destacam-se no mapa do país actualizado pela Rede de Sistemas Alerta Antecipado de Fome (rede Few, na sigla inglesa), que agrega organizações norte-americanas e serve como ferramenta de auxílio à acção humanitária.

O que nos elucida a cor de laranja vivo é a cor do nível três de alerta (nível de stress), numa escala de que vai do nível um (risco mínimo) até ao nível cinco (fome severa).

De acordo com a Lusa, o nível três, os agregados familiares mais vulneráveis “reduzem a frequência e quantidade das refeições, recorrem a comida mais barata e podem-na a familiares ou amigos”.

No mesmo relatório descreve o dia-a-dia da população do sul de Moçambique e do norte, na faixa costeira de Cabo Delgado.

Por via disso, os noiveis de stress devem prevalecer nas duas regiões, alerta a rede FEW, cujo mais recente relatório faz antevisão até Setembro e prevê um novo problema. “Em todo o país, o número de pessoas que necessitam de ajuda alimentar de emergência é susceptível de alimentar devido aos impactos relacionados com a covid-19” destacou.

É que devido às restrições globais e no país, com abrandamento da economia, as oportunidades diárias de ganhar alguma coisa têm sido drasticamente afectadas para milhares de famílias urbanas pobres. E devido às medidas tomadas para conter a proliferação da pandemia da covid-19, provocada pelo novo coronavírus, prevê-se que “um número significativo de agregados familiares vulneráveis em zonas urbanas e per urbanas entre em stress (nível dois de risco) para garantir alimentos, durante o mês de Maio, uma vez que as actividades remuneradas são mais limitadas”.

Com isso, o relatório antevê as consequências causadas pelo abrandamento da economia e restrições em curso ainda estiverem em vigor em Junho, possivelmente “a insegurança alimentar aguda nas zonas urbanas se agrave à medida que as poupanças e o apoio dos amigos e família diminuem, conduzindo a lacunas alimentares para as famílias mais vulneráveis que provavelmente irão entrar no nível de crise alimentar.

Contudo, com o actual estado de emergência no país que vigorou de 1 de Maio e que tem o seu término dia 30, para a prevenção da pandemia, para além do pano de fundo, a seca nas províncias de Gaza e Inhambane e a violência armada em Cabo Delgado vão impedir as famílias de ter as suas colheitas de subsistência.

Em simultâneo, o relatório internacional aponta igualmente o custo, ou seja, preços dos alimentos permanece alto, incessível para muitas, sendo que as famílias que socorrem os seus membros mais desamparados deverão em breve deixar de ter recursos disponíveis. E paralelamente aos preços altos dos alimentos devem-se à escassez de fornecimento que já se verificava nalguns artigos, como o milho, agravada nos últimos dois meses com as restrições de circulação fronteiriça e com o abrandamento da economia sul-africana devido à pandemia da covid-19. Este cenário tem levado a um aumento de preços nos circuitos de comércio informal que abastecem a maioria da população.

O mesmo cenário faz com que aumente o número de emigrantes que regressa a casa, fazendo crescer Aas necessidades de alimentação e diminuindo as remessas oriundas do país vizinho.

Já o caso de Cabo Delgado, o relatório prevê “prevê-se um aumento do número de famílias deslocadas e espera-se que muitas delas necessitam de assistência alimentar humanitária de emergência”.

Este cenário é mais estável em zonas antes afectadas por ciclones e inundações, que poderão enfrentar níveis de stress, mas, no geral, incorrem em riscos mínimos de insegurança alimentar e dai, o relatório escreve que.

“As famílias pobres serão capazes de satisfazer as suas necessidades alimentares básicas, embora nalgumas áreas não possam pagar outros produtos não alimentares”. E na visão do relatório, conclui que a recuperação económica será muito provavelmente lenta, sendo pouco provável que os rendimentos regressam aos níveis anteriores durante vários meses.


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