Preto & Branco

Os 3R são a medula da natureza sã

O homem é por excelência e exclusivo o maior produtor de resíduos sólidos como consequência lógica do seu dia-a-dia, o crescimento populacional na cidade pode significar o crescimento da indústria de produção do lixo e efectivamente a poluição ambiental, isso surge pela incapacidade de resposta dos agentes segundo a demanda dos serviços. A reutilização recolha e reciclagem em Maputo tem sido desenvolvida a meio gás por falta de políticas claras no que tange ao preço e quem compra este produto, por outro lado, a actividade é exercida por pessoas que aparentemente não tem formação e não são capazes de ajustar o preço do lixo reciclável no mercado, o que os torna mais vulneráveis por colocar suas vidas em risco em várias etapas, para melhor perceber a importância do lixo nas comunidades conversamos com a Cremilde Lenita José, ex voluntária na Suíça que disse a nossa reportagem que viveu uma experiência que Moçambique devia capitalizar na valorização de resíduos sólidos tendo como primeiro passo recolher, separar e conservar, e posteriormente encaminhar para devidos depósitos. O que significa que antes de depositar os resíduos, é necessário primeiro, separar de acordo com a natureza dos resíduos tais como: plástico, papel, lixo orgânico, metal, vidro, vestuário, etc

Pelo que este processo não é exclusivo ao Conselho Municipal, se calhar devia ser multi-sectorial considerando que a produção de resíduo começa com o cidadão em residências, empresas, machambas. É fundamental que se tenha consciência da importância adequada no tratamento de resíduos, o produtor primário é o primeiro responsável pela gestão dos resíduos tendo lamentado na ocasião a falta de vias de acesso e espaços adequados como aterros, que é um grande desafio e constitui sem duvida arma mortífera neste processo.

Em outros quadrantes, há regulamentos em função da lei para monitorar o lixo produzido pelos megas supermercados. Acho que devia sim taxados, e também que houvesse um mecanismo para a contribuição das grandes empresas no estabelecimento de aterros para o tratamento de lixo e consequentemente a redução do lixo em locais de grande concentração.

O actor de tutela devia apostar na educação cívica que é fundamental para o efeito, há uma necessidade de se ter a consciência das implicações que advêm da falta de boa gestão dos resíduos, acima de tudo a responsabilidade individual no processo.

As enormes quantidades de lixo em lixeiras nacionais e algumas já saturadas podem significar uma vantagem na produção de objectos de adorno e também ser uma fonte de criação de energia.

Urgem políticas claras que regem os resíduos e que podem desestimular a falta de oportunidade de emprego para a nossa maioria e também os estudantes podiam apoiar neste processo como forma de ganhar experiência profissional e algum dinheiro para pagar propinas e sejamos amigos dos resíduos, um ambiente saudável.

 

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