Preto & Branco

Banda Kakana em SHOW Direto Solidário

Na sequência do confinamento social pelo Estado de Emergência, face à Covid-19, a conceituada Banda Kakana vai actuar hoje, sábado, 02 de Maio, em directo, às 21:00, com transmissão em Facebook.com/Banda Kakana, sob o lema “todos unidos contra os efeitos do CORONAVIRUS”.

Afinal, este não é o momento favorável para abraçar; mas, sim, para ajudar de muitas outras formas que não impliquem contacto. É nesse contexto em que a Banda Kakana se junta a alguns movimentos como parceiro, sendo, portanto, um movimento a que todos são chamados para um gesto de solidariedade; pois, qualquer um pode aderir.

Yolanda Chicane Nhambete, vocalista principal da banda, diz tratar-se de uma campanha de ajuda humanitária: “Food For Rural Mozambique”, idealizada por  quatro (4) ONGs, sendo três (3) nos Estados unidos de América ( I can do all things, Mozambique Orphan Charity e United 2 help) e uma (1) na Europa (Organização da diáspora Moçambique).

Esta campanha tem como objectivo principal ajudar nesta fase difícil da vida, em que várias pessoas ficaram privadas de ir trabalhar, para garantir o pão de cada dia. Criou-se uma linha aberta por via de um link (www.gofundme.com/f/food-for-rural-mozambique), onde as pessoas de todo o mundo podem doar algum dinheiro para ajudar.

“Estamos consciente de que, neste momento, precisamos de angariar fundos para comprar kits, para famílias mais necessitadas nas zonas rurais, em Moçambique, nesta altura da Covid-19”.

As expectativas são enormes por parte dos mentores, e a banda acredita que estão num bom passo, porque, graças ao feedback, temos várias pessoas que querem aderir à iniciativa, não só para ajudar com valores, mas para disponibilizar a sua arte pela causa.

Acreditamos que o povo Moçambicano também irá contribuir. Temos o exemplo do ciclone IDAI, que movimentou as massas; pois, quando o assunto é ajudar, existe união.

Isso tudo acontece numa altura em que a cultura enfrenta vários desafios tais como: a crise financeira e a crise emocional. “A cultura tem a magia de juntar as pessoas e ela vive onde há calor humano, é como se as pessoas fossem a lenha numa lareira, num dia de frio. Neste momento, somos obrigados a parar tudo: os shows, as exposições e entre outras actividades presenciais. Tem sido um grande desafio, e é difícil até mesmo pensar em soluções neste momento – a cultura está comprometida.

A única alternativa que nos resta é uma tela de computador, telefone ou televisor. Muitos artistas como eu valorizam a questão de fazer ao vivo. E esta situação criou, emocionalmente, um vazio. Sendo assim, financeiramente, não poderemos resistir, a menos que encontremos alternativas para rentabilizar a nossa arte nas telas.

Contudo, está lá nos nossos corações, nos nossos ideais, para mim, como cantora, a dor é intensa, porque não há nada melhor que uma plateia presencial – sofro duas vezes -, para dizer que a cultura somos todos nós, juntos.

Não se sabe quanto tempo vai durar a pandemia, pelo que há a necessidade de reinventarmos saídas, porque, até mesmo quando tudo voltar ao normal, será difícil, nos primeiros meses, devolver a confiança das pessoas. Quando isto tudo passar acredito que a cultura será o último sector a voltar à normalidade.

Na verdade, fiquei algum tempo em silêncio; isto apanhou o mundo de surpresa, mas percebi que, neste momento, o mais importante é sensibilizar as pessoas no sentido de se prevenir, porque a vida é o nosso bem precioso. Faço isso a partir de campanhas promovidas pelo Instituto Nacional de Saúde e uso as redes sociais, não só para promover o trabalho da Banda Kakana, mas também para promover meios de prevenção contra a Covid-19, pelo que aceitamos juntar-nos a outras causas sociais.

Para os meus fãs, a vida é bela, a vida é o maior presente que Deus nos deu. Uma das formas de valorizarmos isso é cuidando desse bem precioso. Nesta altura, todo o cuidado é pouco, para quem não tem nada crucial para fazer fora de casa, que fique em casa. Para os que ainda têm de sair por algum motivo, cuidem-se, sigam todas as recomendações da Organização mundial da Saúde-OMS, e para todos nós que tenhamos fé em Deus – porque este é o tempo de percebermos que há um propósito para estar vivo – oremos incansavelmente. Portanto, amemos mais, vamos sorrir mais, perdoar mais e agradecer a Deus pela vida, porque existem milhares de pessoas que lutam pela vida nos hospitais: cuidem-se!

A famosa banda moçambicana que conta com, apenas, dois discos – Serenata e Juntos – tem-se destacada em acções de responsabilidade social e de solidariedade.

 

 

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