Preto & Branco

Ananias Couana: existe uma grande possibilidade de não haver Moçambola este ano

Uma segunda prorrogação do Estado de Emergência no País pode significar o adeus ao Moçambola este ano, de acordo com as projecções da Liga Moçambicana de Futebol. Para já, o cenário continua cinzento.

Poucas horas depois do anúncio da prorrogação do Estado de Emergência até 30 de Maio, feito pelo Chefe Estado, Filipe Jacinto Nyusi, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Ananias Couana, atendeu OC-Olho Clínico para, em exclusivo, falar do impacto desta decisão na planificação do Moçambola.

Em oito linhas, conheça o posicionamento do líder da entidade organizadora do Campeonato Nacional de Futebol:

Prorrogação do Estado de Emergência: É uma decisão sábia do nosso Chefe de Estado, através da qual esperamos não ter mais casos de infecção com o novo coronavírus.

Efeitos na reprogramação da época desportiva: Esta prorrogação não afecta directamente as nossas projecções. Antes do primeiro Decreto Presidencial, apresentamos aos clubes três propostas de reprogramação do calendário competitivo, face à necessidade da suspensão das actividades desportivas. Uma das propostas projecta a mudança da época desportiva, para que a mesma decorra de Junho de 2020 a Maio de 2021. Nela definimos uma pré-época de cerca dois meses, entre Junho e Junho, sendo que teríamos o arranque do Moçambola entre finais de Julho e o princípio de Agosto. Portanto, Maio de 2020 sempre continuava um mês, digamos…De defeso!

Não havendo mudança da época…: A LMF iria requerer a extensão da presente época, junto da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), visto que teríamos um calendário bastante apertado para realizar os nossos jogos dentro dos modelos apresentados, que não preveem a disputa do Moçambola no tradicional modelo de todos contra todos, em duas voltas.

Datas exactas do novo calendário: Neste momento não estamos em condições de tomar decisões sobre as datas. Com o novo cenário, aberto pela prorrogação do Estado de Emergência, tudo fica em aberto. Temos de ser cautelosos nas projecções…

A pintura de um quadro negro: Ou seja, olhando para a hipótese que nos resta neste momento, de iniciar o Moçambola2020 até a primeira semana Agosto, estando os dois meses antecedentes programadora para a pré-época, imagine que haja uma segunda prorrogação do Estado de Emergência para o mês de Junho…

Seria, então, 2020 um ano perdido: Uma nova prorrogação do Estado de Emergência significaria o cancelamento do arranque do Moçambola para este ano. Ou seja, 2020 seria um ano perdido. Significa que teríamos de realizar a pré-época entre Julho e Agosto, por forma a que a prova arranque dentro da última quinzena de Agosto ou princípio de Setembro. Por muito que mudássemos a época competitiva, dificilmente terminaríamos a prova até 30 de Maio de 2021. Por isso temos, sobre a mesa, a possibilidade de dar por terminada a época, caso persista esta situação forçada pela pandemia da COVID-19.

A melhor saída para salvar o futebol nacional: Isto depende unicamente de nós, enquanto cidadãos. Como moçambicanos temos de ter uma outra forma de pensar na abordagem desta pandemia, seguindo estrita e rigorosamente com as recomendações das Autoridades Sanitárias para evitar a propagação da doença no nosso País.

O futebol como agente activo de saúde pública: Estamos comprometidos com o trabalho que temos vindo a realizar, de adoptar e difundir as medidas para a prevenção e contenção da propagação do coronavírus no País. O Chefe de Estado assim exortou-nos, o que significa que temos uma maior responsabilidade neste combate. Continuaremos a fazer a nossa parte como desportistas.

 

 

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