Preto & Branco

Líder da Renamo recomenda prorrogação do “Estado de Emergência” em Moçambique

 

Com o aumento progressivo de propagação da COVID-19 no país, a Renamo recomenda a prorrogação do estado de emergência como forma de evitar que o país atinja o nível 4 de restrições, ou seja, confinamento domiciliar. Entretanto foi com esse objectivo que o maior partido da oposição realizou uma conferência nesta segunda-feira(27).

Ossufo Momade falava numa comunicação aos jornalistas, numa secção sem perguntas e respostas, na sede do partido Renamo, em Maputo.

O líder da Renamo assinalou que o alargamento do estado de emergência deve ser acompanhado de medidas de apoio às famílias pobres, visando atenuar o impacto social das restrições. Na mesma ocasião sugeriu que os serviços de água potável assim como a energia sejam gratuitos pois a população não tem onde recorrer.

“Advogamos que o combate à COVID-19 pode ser feito sem violência e sem confinar a população a uma situação de mendicidade”, referiu Ossufo Momade.

Por outro lado, a Renamo defende que o Estado deve pagar as suas dívidas às empresas, para um funcionamento das unidades produtivas, assim como estabelecer linhas de crédito com juros bonificados ou prestar garantias a conceder através dos bancos comerciais para agilizar a concessão de crédito em linha com ideias que o executivo já prometeu para o sector privado.

O presidente da Renamo defendeu igualmente a criação de incentivos financeiros para os funcionários expostos ao risco de contaminação pelo coronavírus, principalmente médicos, enfermeiros e polícias.

Durante o mesmo período, á limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras faciais, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

A declaração do estado de emergência prevê a adoção de medidas de política fiscal e monetária sustentáveis “para apoiar o sector privado a enfrentar o impacto económico da pandemia”.

Na mesma ocasião o presidente da Renamo Ossufo repúdio a polícia da República de Moçambique e foi mais além apelidando-os de “esquadrões da morte.”

“Para além do tormento causado por esta pandemia, estamos preocupados com o ressurgimento dos esquadrões da morte que continuam a semear luto e dor no seio das populações.

A titulo de exemplo, os casos mais recentes de sequestros e assassinatos protagonizados por este grupo de malfeitores:  é o sequestro e assassinato do membro do Conselho provincial da Renamo Alberto Massica e sua esposa depois de terem sido interpelados pelos esquadrões da morte à 23 de abril as 21h do corrente mês” apontou

 

 

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