Preto & Branco

Labirinto do Grande Hotel da Beira

Grande Hotel localizado na cidade da Beira no bairro ponta Gea construído há sensivelmente 66 anos, está a desabar gradualmente. São mais de 2800 pessoas que vivem neste lugar homens, mulheres, crianças e idosos verdadeiro ambiente familiar em condições deploráveis.  Moradores do hotel passam as refeições dentro da flat com as portas e janelas fechadas por causa das moscas, a que se acresce o cheiro à podridão. As crianças brincam normalmente enquanto as mães ocupam se pelas bancas comercializando produtos de primeira necessidade e álcool enquanto que famílias que vivem na cave a lamparina mantém a chama de dia e noite, os moradores “donos” do hotel, gente que tem aquele espaço como o seu berço.

Indiferente a isso, todos moradores cada um tem suas habilidades profissionais que ao inicio de cada dia cada um fica posicionado para desenvolver qualquer actividade embora alguns trabalhar fora daquele lugar.

Fabião Cebola de 63 anos de idade foi que conversou com a nossa equipa de reportagem tendo dito que vive no hotel desde primórdios da década 80. Veio parar na província de Sofala vindo da Zambézia no processo da organização do processo de disponibilidade militar a maioria não tinha acomodação e o hotel estava vago viemos nos instalar aqui pela primeira como pode ver as dimensões da minha flat são melhor pelo que não posso perder por nada para além de considerar que estou velho.

Quando cheguei neste lugar não sabia fazer nada mas na companhia de ouros colegas aprendi a pescar de lá para cá passam mais de 29 anos que tenho a pesca com actividade principal para a minha sobrevivência. Questionamos se estava consciente da vulnerabilidade a doenças mesmo o desabamento da infra-estrutura.

“estou consciente, mas com a minha idade pode ser complicado encontrar espaço e condições para construir uma casa, prefiro continuar aqui tive filhos aqui e já tenho netos”

Consta nos que por duas vezes moradores do grande hotel foram reassentados no bairro da Manga mas ninguém esta a viver lá?

De facto, isso aconteceu fomos atribuídos espaços para a construção de residências unifamiliar, mas o que se coloca a maioria não tem emprego e renda fixa para arcar com despesas de construção neste momento da crise pelo que alguns construíram o básico e deixaram de aluguer enquanto que outros venderam os espaços.

Grande Hotel foi considerado casa de crimes, qual tem sido o estagio?

“Ė uma estória longa e complicada este lugar acolhe pessoas oriundas de diferentes locais em diferentes momentos no passado teria sido complicado a vossa chegada não se permitia a entrada de estranhos muitos encontraram a morte aqui – foram atirados pelo pela varanda para baixo e não resistiam a morte, bandidos cometiam crime na cidade e vinham esconder se aqui como pode degustar tem mercados e barracas em todos os andares não precisamos de ir comprar nada fora”

Já passam cinco anos em que a vida mudou aqui no hotel certas organizações a semelhança do Santo Egídio que nas manhas tem recolhido as nossas crianças á escola e vem deixar ao fim do dia enquanto isso a policia instalou no local patrulhamento local.

 

Quem são moradores do “monstro”?

Muitas cidades de Moçambique estão a conhecer um crescimento acelerado em oposição ao campo que não tem tido desenvolvimento assinalável.  Este lugar acolhe militares maioritariamente na disponibilidade, agentes da policia, professores (primário, secundário e universitário) vive-se o pior cenário ambiental e o edifício na sua fase de exaustão atropelando o “Estado de emergência” e o “Confinamento” pela Organização Mundial da saúde – OMS.

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